Faltam poucos dias para que milhões de contribuintes brasileiros saibam, oficialmente, quando e como entregar a declaração do Imposto de Renda 2026. A Receita Federal marcou para o dia 16 de março, às 10h, uma coletiva de imprensa para anunciar todas as regras do IRPF deste ano — e quem ainda não organizou os documentos pode estar correndo contra o tempo.
A coletiva será realizada no auditório do Ministério da Fazenda, Bloco P da Esplanada dos Ministérios, e transmitida ao vivo pelo canal do Ministério da Fazenda no YouTube. É uma oportunidade direta para que o contribuinte entenda, sem intermediários, o que muda e o que permanece igual nesta temporada fiscal.
O que será anunciado no dia 16 de março
A coletiva contará com a participação do Secretário Especial da Receita Federal, Robison Sakiyama Barreirinhas, do subsecretário de Arrecadação, Cadastros e Atendimento, auditor-fiscal Gustavo Andrade Manrique, do subsecretário de Gestão Corporativa, auditor-fiscal Juliano Neves, do auditor-fiscal José Carlos da Fonseca — responsável pelo programa do Imposto de Renda 2026 — e de Ariadne Fonseca, da Diretoria de Negócios Econômico-Fazendários do Serpro.
A presença do responsável direto pelo programa do IR reforça que o encontro deve trazer informações práticas: prazos oficiais, critérios de obrigatoriedade, possíveis novidades no preenchimento e outras orientações técnicas.
Detalhes da coletiva de imprensa
| Item | Informação |
|---|---|
| Data | Segunda-feira, 16 de março de 2026 |
| Horário | 10h (horário de Brasília) |
| Local | Auditório do Ministério da Fazenda, Bloco P |
| Transmissão | Canal do Ministério da Fazenda no YouTube |
Imposto de Renda 2026: o que já se sabe antes do anúncio
Mesmo antes da coletiva oficial, algumas informações já circulam entre contribuintes e especialistas.
A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 já está em vigor, porém ela só terá reflexo na declaração de 2027, que considerará os rendimentos recebidos ao longo de 2026. Para a declaração deste ano, a tabela aplicada é a que vigorou em 2025.
Além das mudanças para rendas baixas e médias, 2026 marca a criação do Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), que incide sobre quem recebe mais de R$ 600 mil ao ano, com alíquota que pode chegar a 10% para quem ultrapassa R$ 1,2 milhão por ano. Segundo projeções do governo, cerca de 141 mil pessoas se enquadrarão nessa faixa.
Quem precisa declarar o IR 2026
Em 2025, mais de 43 milhões de brasileiros entregaram a declaração do Imposto de Renda dentro do prazo. Para 2026, o número tende a crescer — e quem não souber se está obrigado a declarar pode acabar pagando multa mínima de R$ 165,74.
Os critérios gerais de obrigatoriedade incluem:
- Rendimentos tributáveis acima do limite anual definido pela Receita Federal
- Recebimento de rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil
- Ganho de capital na venda de bens ou direitos
- Operações em bolsa de valores, mercadorias ou futuros
- Posse de bens e direitos acima de R$ 800 mil
- Atividade rural com receita bruta acima do limite estabelecido

Próximas alterações no IR: Receita Federal apresentará as novas regras em coletiva. Fonte: Jornal Mix.
Imposto de Renda 2026: prazo de entrega e primeiros lotes de restituição
Normalmente, o período de entrega da declaração começa em março e termina no último dia útil de maio. No exemplo mais recente, em 2025, o prazo foi de 17 de março a 30 de maio. Os detalhes oficiais serão confirmados na coletiva do dia 16.
Como garantir prioridade na restituição
Quem opta pela declaração pré-preenchida entra na fila de prioridade da restituição. Além disso, entregar a declaração logo no início do prazo também aumenta as chances de receber nos primeiros lotes.
Também têm prioridade no recebimento:
- Idosos acima de 60 anos
- Pessoas com deficiência ou doença grave
- Contribuintes que usarem a declaração pré-preenchida
Como o Imposto de Renda 2026 afeta quem declara pela primeira vez
Para quem vai entregar a declaração pela primeira vez, o processo pode parecer complexo. Mas com os documentos certos em mãos, o preenchimento se torna mais direto.
Documentos necessários para declarar
O informe de rendimentos reúne todas as informações financeiras essenciais para quem precisa declarar o IRPF. O documento entregue pelo empregador ou instituição financeira detalha salários, benefícios e descontos, garantindo que o contribuinte atenda corretamente à obrigatoriedade.
Os principais documentos são:
- Informe de rendimentos do empregador (ano-base 2025)
- Comprovantes de rendimentos de aluguéis, pensão alimentícia ou atividade autônoma
- Extratos de investimentos (renda fixa, ações, PGBL/VGBL)
- Notas de despesas médicas e odontológicas
- Comprovantes de pagamentos de plano de saúde e previdência privada
- Documentos de dependentes (certidão de nascimento, CPF, informes)
Guarda de documentos: por quanto tempo?
A Receita Federal recomenda que o contribuinte guarde sua declaração, o recibo e seus comprovantes por até 5 anos. Nenhum documento deve ser enviado junto da declaração, mas tudo o que foi informado deve ser comprovado, se solicitado.
Como evitar problemas com a malha fina no IR 2026
Autônomos, investidores em renda variável, quem declara dependentes e microempreendedores individuais devem redobrar a atenção no preenchimento da declaração. Movimentações bancárias fora do perfil, omissões e erros não corrigidos aumentam o risco de cair na malha fina.
Para reduzir riscos:
- Confira se todos os informes de rendimentos foram inseridos
- Verifique se os dados de dependentes estão atualizados
- Declare bens, imóveis e veículos corretamente
- Não omita rendimentos de fontes secundárias
- Revise os dados bancários para recebimento da restituição
Para mais informações e notícias, acesse o Jornal Mix.