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WhatsApp anuncia controle parental para contas de menores de 13 anos; saiba como funciona

Recurso permite supervisão de contatos e grupos

por Aialla Andrade
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Pessoa segurando dois smartphones, um com o logo do WhatsApp e outro com tela de controle parental

O aplicativo de mensagens mais popular do Brasil está prestes a passar por uma transformação significativa. O WhatsApp comunicou que, ao longo dos próximos meses, disponibilizará um recurso para que pais e responsáveis administrem as contas de menores de 13 anos. Essa novidade chega em sincronia com a vigência do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.

A companhia apresentou as contas supervisionadas por responsáveis, uma ferramenta inédita que possibilita o uso do aplicativo por crianças de forma restrita e monitorada, enquanto os adultos mantêm domínio sobre as configurações.

Funções disponíveis no controle parental

O recurso possibilitará aos responsáveis determinar quem pode mandar mensagens, quais grupos o menor poderá integrar, avaliar pedidos de contato de números não conhecidos e modificar opções de privacidade.

“As configurações e o controle parental são protegidos por um PIN no aparelho supervisionado. Somente pais, mães ou responsáveis conseguem visualizar e alterar as opções de privacidade, permitindo adaptar a experiência conforme as necessidades de cada família”, informou a Meta em nota oficial.

As conversas permanecerão protegidas pela criptografia de ponta a ponta, sem acesso por parte dos pais ou da própria plataforma. Na prática, os responsáveis poderão gerenciar com quem a criança se comunica, porém não conseguirão ver o teor das mensagens.

Passo a passo para criar a conta supervisionada

As novas contas infantis precisam ser criadas por pais ou responsáveis maiores de 18 anos. É preciso ter o WhatsApp atualizado para iPhone ou Android para utilizar essa função.

Na hora de fazer a configuração, o celular do adulto e o celular da criança devem estar próximos. Os principais recursos disponíveis são:

  • Gerenciamento de contatos: responsáveis decidem quem pode se comunicar com a conta
  • Gerenciamento de grupos: responsáveis autorizam ou administram a participação em grupos
  • Análise de pedidos de mensagem: responsáveis avaliam solicitações de contatos desconhecidos
  • Opções de privacidade: responsáveis administram as configurações de privacidade da conta
  • PIN parental: código obrigatório para visualizar ou modificar esses controles

Quando a criança atingir idade adequada, a Meta oferecerá a possibilidade de migrar para uma conta comum do WhatsApp. Contudo, os pais podem postergar essa transição caso desejem manter a supervisão por mais tempo.

Onde e quando estará disponível

As contas supervisionadas serão liberadas gradualmente e podem não estar acessíveis em todas as localidades. O WhatsApp não divulgou cronograma de lançamento nem quais regiões terão acesso primeiro.

As contas supervisionadas destinam-se a pessoas com menos de 13 anos (ou abaixo da idade mínima exigida no país para usar o WhatsApp) e precisam ser criadas por um responsável maior de 18 anos. É necessário ter a versão mais recente do aplicativo para iPhone ou Android.

Segurança e privacidade no WhatsApp para menores de 13 anos

As contas gerenciadas por pais, mães ou responsáveis serão lançadas aos poucos. Imagem: Jornal Mix

Como instalar o WhatsApp no celular da criança

Os responsáveis podem baixar o WhatsApp e criar uma conta supervisionada seguindo estes passos:

  1. Baixe o WhatsApp Messenger na Google Play Store ou App Store no aparelho da criança
  2. Escolha o idioma e toque em “Concordar e continuar”
  3. Toque em “Mais opções” e selecione “Criar uma conta gerenciada por pai, mãe ou responsável”
  4. Cadastre e confirme o número de telefone da criança
  5. Digite a data de nascimento da criança e confirme a idade
  6. Toque em “Continuar” para vincular essa conta à conta do responsável

Observação: dependendo das exigências legais da sua localidade, as lojas de aplicativos da Apple ou Google podem compartilhar a faixa etária do menor com o WhatsApp.

Como vincular a conta da criança ao seu celular

  1. Escaneie o QR code exibido no aparelho da criança usando a câmera do seu celular e toque no link para abrir o WhatsApp
  2. Toque em “Concordar e continuar”
  3. Confirme que você é adulto
  4. Crie um PIN de seis dígitos para o responsável (esse código será necessário para acessar e modificar as configurações de privacidade da criança e não deve ser compartilhado com ela)
  5. Confirme o PIN e toque em “Avançar”
  6. Toque em “OK” e finalize a configuração no aparelho da criança

Finalizando a configuração no aparelho da criança

  1. Digite o PIN parental
  2. Toque em “Continuar”
  3. A conta supervisionada está pronta. A criança poderá inserir nome e foto de perfil

Por que essa mudança acontece agora?

Essa iniciativa integra um esforço maior da Meta para se antecipar à crescente cobrança de governos mundiais sobre proteção infantil na internet. A empresa já implementou controles parentais semelhantes em outras plataformas nos últimos anos, incluindo contas para adolescentes no Instagram (obrigatórias para menores de 16 anos) e no Facebook e Messenger para usuários de 13 a 15 anos.

A novidade aparece em meio a discussões globais sobre segurança de menores online. Países como Austrália, França e Portugal já adotaram normas mais rigorosas sobre acesso de crianças e adolescentes às redes sociais, e o Brasil caminha nessa direção com o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei 15.211/2025), que entra em vigor em 18 de março.

O que estabelece a nova lei brasileira

O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei 15.211/25) é a primeira legislação brasileira a propor regras e sanções aplicáveis às plataformas digitais. A fiscalização começará seis meses após a sanção, ou seja, em março de 2026. Esse período serve para as plataformas se adequarem às normas.

A lei determina que as plataformas adotem medidas para impedir o acesso de crianças a conteúdos ilegais ou inadequados, implementem mecanismos mais confiáveis de verificação de idade e permitam a supervisão parental.

A fiscalização ficará sob responsabilidade da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão independente que deverá atuar com transparência. A ANPD poderá emitir advertências e aplicar multas. Em situações mais graves, a suspensão ou proibição das atividades de uma plataforma no Brasil dependerá de decisão judicial.

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