Duas professoras de uma mesma escola no estado do Arizona, nos Estados Unidos, respondem a acusações formais por condutas sexuais impróprias envolvendo um único aluno do ensino médio. Haley Beck, de 27 anos, e Angela Burlaka, de 47, trabalhavam na Centennial High School. Haley é irmã de Noah Beck, ator que integra o elenco da série “Baywatch”.
A investigação policial teve início em julho de 2025, quando a avó da vítima contatou as autoridades após descobrir um dos vídeos comprometedores no telefone do neto. Ambas as professoras foram afastadas administrativamente em agosto do ano passado.
Acusações contra Haley Beck
Beck, professora de psicologia e sociologia, é acusada de ter iniciado o aliciamento do estudante antes de ele completar 18 anos, em dezembro de 2024. Segundo documentos obtidos pela polícia, a educadora teria pago mais de 600 dólares ao jovem, autodenominando-se “sugar mommy” (mulher bem-sucedida) e escrevendo que a situação “parecia prostituição”.
Durante aproximadamente seis semanas, a professora e o aluno trocaram mais de 4.000 mensagens de texto com conteúdo sexual e referências a atividades ilegais.
As denúncias incluem ainda alegações de que Beck oferecia sexo oral ao estudante, completava suas tarefas escolares, comprava maconha e bebidas alcoólicas para ele e permitia que dirigisse seu veículo.
Evidências encontradas pela polícia
Em mensagens recuperadas pelos investigadores, Beck demonstrou conhecer o comportamento de Burlaka com o mesmo aluno e escreveu: “não gosto de ser comparada à Sr.ᵃ B”.
A acusação recomendada contra Beck é de lenocínio (indução à prostituição), crime classificado como felonia classe 5 no Arizona, punível com até 2,5 anos de prisão e multas de até 150.000 dólares, conforme o Arizona Republic.

Duas professoras da Centennial High School, no Arizona, foram acusadas de má conduta sexual com o mesmo aluno adolescente. Haley Beck é irmã de Noah Beck, ator da série “Baywatch”. Imagem: Reprodução
Caso envolvendo Angela Burlaka
Burlaka, professora de educação especial com 25 anos de carreira na escola, é acusada de gravar vídeos de si mesma nua em que mencionava o nome do estudante; essas gravações chegaram ao telefone do jovem.
A educadora enfrenta uma acusação recomendada por fornecimento de material obsceno a menor de idade. Burlaka entregou voluntariamente suas licenças de ensino no Arizona.
Decisões administrativas e andamento judicial
O conselho diretor do distrito escolar Peoria Unified votou por unanimidade pela demissão de Haley Beck. A professora tem até hoje, 8 de abril, para solicitar uma audiência para contestar o desligamento.
A polícia reenviou os casos ao Ministério Público do Condado de Maricopa. Nenhuma prisão foi efetuada até o momento, porém os investigadores afirmam haver evidências suficientes para formalizar acusações e não descartam a existência de outras vítimas.
Posicionamento da defesa
Em declaração ao veículo The Mirror, os advogados de Haley Beck afirmaram que a cliente “respeita o processo criminal e aguarda a conclusão da investigação, que revelará que ela não cometeu crimes”. A defesa disse estar confiante de que “uma revisão completa dos fatos confirmará sua inocência”.
Família não colaborou com a investigação
O estudante e sua família não colaboraram plenamente com os investigadores, citando preocupações de que a exposição do caso pudesse prejudicar oportunidades de bolsas esportivas universitárias do jovem.
A mãe da vítima teria admitido à polícia que sabia que o filho estava “tendo relações sexuais com uma professora chamada Haley Beck”.
As investigações prosseguem. O Ministério Público deve decidir em breve sobre o recebimento formal das denúncias contra as duas educadoras.