Home EconomiaPré-candidatos à Presidência reagem ao tarifaço de 25% de Trump sobre produtos brasileiros

Pré-candidatos à Presidência reagem ao tarifaço de 25% de Trump sobre produtos brasileiros

A tarifa entra em vigor no dia 22 de julho e poupa itens como café, carne bovina e suco de laranja; o governo brasileiro vai recorrer à OMC.

por Amanda Beatriz Damascena
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Os principais pré-candidatos à Presidência reagiram ao novo tarifaço dos Estados Unidos, que impõe uma cobrança adicional de 25% sobre a maioria dos produtos brasileiros. A medida foi anunciada pelo governo de Donald Trump nesta quarta-feira (15) e entra em vigor no dia 22 de julho.

 

O que prevê a medida

A tarifa foi definida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo americano alega que o Brasil adota práticas comerciais desleais em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, meio ambiente e combate à corrupção.

A cobrança atinge a maior parte das importações brasileiras, mas abre exceções para itens como café, carne bovina, suco de laranja, além de determinados produtos energéticos e componentes aeronáuticos. O governo brasileiro contesta as acusações e diz ter apresentado evidências durante as negociações.

Lula critica a medida e aciona a OMC

O presidente Lula (PT), pré-candidato à reeleição, classificou a decisão como um marco negativo nas relações entre os dois países e afirmou não haver justificativa para ações unilaterais. Ele anunciou que o Brasil acionará a Lei da Reciprocidade e levará o caso à Organização Mundial do Comércio, a OMC.

Lula também disse que manterá medidas de proteção aos setores atingidos e responsabilizou a família Bolsonaro pelo agravamento da disputa comercial.

Demais pré-candidatos divergem nas críticas

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou uma publicação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, e concentrou sua manifestação em críticas ao presidente, sem contestar diretamente a tarifa. Antes do anúncio, o senador havia defendido nos Estados Unidos o adiamento da cobrança para depois das eleições.

Ronaldo Caiado (PSD) alertou para o risco de fechamento de empresas, aumento do desemprego e endividamento de produtores, e criticou tanto Lula quanto Flávio, afirmando que a polarização prejudica o país. Já Romeu Zema (Novo) condenou a decisão americana, mas também responsabilizou o Planalto pela condução das negociações.

Até a publicação, o pré-candidato Renan Santos (Missão) não havia se manifestado sobre o tarifaço.

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