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Caminhoneiros iniciam paralisação e pressionam Alcolumbre a pautar a MP do Frete no Senado

Lideranças afirmam que a medida é essencial para fiscalizar o piso mínimo do frete e alertam para prejuízos se o texto caducar sem votação.

por Amanda Beatriz Damascena
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Caminhoneiros autônomos iniciaram nesta segunda-feira (13) uma paralisação com foco em portos e em importantes polos logísticos do país. Segundo lideranças da categoria, o principal objetivo do movimento é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a colocar em votação a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, conhecida como MP do Frete.

 

O que a categoria reivindica

Para os representantes dos transportadores, a medida é considerada essencial porque fortalece a fiscalização do piso mínimo do frete, o valor de referência que deve ser respeitado na contratação do transporte rodoviário de cargas. As lideranças afirmam ainda que o texto ajudaria a garantir melhores condições de trabalho aos motoristas autônomos, que não têm vínculo empregatício e negociam cada carga individualmente.

O alerta feito pelo movimento é direto. Caso a MP perca a validade sem passar por votação, milhares de caminhoneiros poderiam ser prejudicados, segundo a avaliação da categoria.

Por que o prazo pesa nessa disputa

Uma medida provisória é editada pelo presidente da República e passa a valer imediatamente, mas depende do aval do Congresso Nacional dentro de um prazo determinado. Se esse prazo se esgota sem apreciação pelos parlamentares, o texto caduca, ou seja, deixa de produzir efeitos. É justamente esse relógio que motiva a pressão sobre a presidência do Senado, responsável por definir o que entra na pauta de votações da Casa.

Piso mínimo do frete: a regra em disputa

O piso mínimo é uma política antiga de reivindicação do setor e busca impedir que o valor pago pela carga fique abaixo do custo de operação do motorista, que inclui combustível, manutenção, pneus e pedágio. As tabelas de referência são publicadas periodicamente pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A queixa recorrente dos transportadores é que a regra existe no papel, mas não é cumprida na ponta da negociação, o que torna a fiscalização o ponto central da atual mobilização.

Portos e polos logísticos no foco

A escolha dos locais de concentração não é aleatória. Portos e centros de distribuição funcionam como gargalos da cadeia de cargas, pontos por onde passa um volume alto de mercadorias em movimento. Uma redução no fluxo nesses pontos tende a aparecer rapidamente na operação de quem depende do transporte rodoviário.

Impacto potencial no abastecimento

A expectativa manifestada pelo movimento é de que, se não houver avanço nas negociações, a mobilização ganhe força e passe a impactar o transporte de cargas, o abastecimento e diversos setores da economia. O Brasil é fortemente dependente do modal rodoviário, e paralisações prolongadas do segmento historicamente afetam desde a entrega de alimentos até a operação de indústrias e postos de combustíveis.

Até o momento, o desfecho depende do calendário do Senado e do resultado das conversas entre representantes da categoria e as autoridades. A situação segue em aberto e pode mudar ao longo dos próximos dias.

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