Um acidente aéreo em Belo Horizonte provocou alerta no bairro Silveira na tarde de segunda-feira, dia 4 de maio. A queda de um avião monomotor colidiu diretamente contra um edifício residencial em uma área densamente habitada. Informações iniciais apontam para mobilização intensa dos órgãos de resgate e investigação logo após a colisão.
Moradores da região relataram ruídos intensos e fumaça logo após o impacto, que mobilizou o Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e técnicos da aviação civil federal. O caso chamou atenção por envolver uma aeronave EMB-721C “Sertanejo”, fabricada em 1979, e por ocorrer em plena luz do dia na capital mineira.
Veja as informações oficiais já confirmadas pelas autoridades e os próximos passos da apuração das causas do acidente.
O que se sabe sobre o acidente e a aeronave
A aeronave que protagonizou o acidente aéreo em Belo Horizonte saiu do Aeroporto da Pampulha por volta das 12h16, com cinco ocupantes a bordo: piloto, copiloto e três passageiros. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o avião PT-EYT, modelo EMB-721C da Neiva, não tinha autorização para realizar serviço de táxi aéreo.
A capacidade do avião chega a cinco passageiros mais o piloto, totalizando seis assentos, e peso máximo de decolagem de 1.633 quilos. De acordo com registros, o modelo é conhecido pelo apelido de “sertanejo” e costuma operar voos particulares ou agrícolas, distante da aviação comercial tradicional.
Testemunhas afirmaram ter visto o monomotor apresentar dificuldades de ascendência imediatamente após a decolagem, informação posteriormente reportada pelo próprio piloto à torre de controle local.
Desenvolvimento do acidente: resgate e vítimas
No momento do acidente, o avião se chocou contra a caixa de escada localizada entre o terceiro e o quarto andar do edifício residencial na Rua Ilacir Pereira Lima. Segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a colisão não atingiu apartamentos, o que poderia ter ampliado o número de fatalidades.
No total, foram confirmadas duas mortes: o piloto e o copiloto. Outros três passageiros saíram feridos, um deles em estado grave. O edifício atingido não registrou fatalidades entre moradores. As equipes de salvamento chegaram ao local aproximadamente às 12h25 e conseguiram evacuá-lo antes de maiores danos humanos.
Para evitar risco imediato de explosão, o Corpo de Bombeiros tratou o combustível derramado com espuma mecânica, minimizando a possibilidade de incêndio.

Avião monomotor Embraer EMB-721C Sertanejo bateu em prédio de três andares e caiu no bairro Silveira. Imagem: BBC
Procedimentos de investigação e órgãos envolvidos
A Polícia Civil de Minas Gerais iniciou procedimento para apurar causas e circunstâncias do acidente. Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), foram acionados para realizar coleta de dados, preservação de elementos do local e avaliação inicial dos danos.
A apuração inclui análise de comunicação de rádio da cabine, histórico de manutenção da aeronave e depoimentos dos sobreviventes. O laudo inicial poderá trazer pistas sobre fatores mecânicos, humanos ou institucionais que cooperaram para a queda.
Repercussão e desdobramentos para sobreviventes e moradores
Até o momento, as informações oficiais destacam que não houve fatalidades entre moradores do prédio atingido. O Corpo de Bombeiros afirmou que, por pouco, a rota do impacto não atingiu apartamentos habitados no momento, o que poderia ter agravado a tragédia.
Com o local isolado para perícia, famílias precisaram buscar e aguardar novas orientações das autoridades quanto à reocupação ou restauração da estrutura.
Procuradas, as defesas dos proprietários da aeronave ainda não se manifestaram até o fechamento desta edição.
Próximos passos: o que esperar das investigações
A FAB informou que o próximo passo é finalizar a coleta técnica, ouvir sobreviventes e testemunhas e disponibilizar o relatório preliminar à sociedade. Enquanto isso, moradores do edifício permanecem assistidos por equipes do município e pelo Corpo de Bombeiros.
Assim que o laudo oficial indicar as causas, o relatório completo será divulgado, trazendo novas informações sobre como evitar ocorrências semelhantes em áreas urbanas. A expectativa é que a investigação contribua para protocolos ainda mais rígidos na operação de aeronaves de pequeno porte em regiões residenciais.
Perguntas Frequentes
Qual avião caiu em Belo Horizonte em maio de 2026?
O avião envolvido foi um monomotor EMB-721C “Sertanejo”, fabricado em 1979, de registro PT-EYT, usado para fins privados.
Quantas pessoas morreram no acidente aéreo em BH?
No acidente, morreram o piloto e o copiloto. Três passageiros ficaram feridos, segundo dados oficiais do Corpo de Bombeiros.
A ANAC permite que essa aeronave faça táxi aéreo?
Não. O avião não tinha autorização para operar serviço de táxi aéreo, sendo restrito ao uso particular.
Quem está investigando o acidente?
A apuração das causas do acidente está sob responsabilidade da Polícia Civil de MG, do SERIPA III (FAB) e de técnicos especializados.
O que acontece agora para os moradores?
Os moradores aguardam a liberação do edifício por engenheiros e autoridades enquanto recebem suporte das equipes municipais e estaduais.