Um grito desesperado rompeu o silêncio em São Gonçalo, assustando moradores e transeuntes. O motivo? Uma tentativa brutal de feminicídio que chocou a cidade. Alana Anísio Rosa, de apenas 20 anos, foi esfaqueada mais de 30 vezes dentro de sua própria casa, no bairro Galo Branco. Após quase dois meses internada, a jovem está prestes a voltar para casa, trazendo à tona uma dura realidade sobre a violência motivada pela rejeição. Conheça os detalhes desse caso que expõe a gravidade e o risco dessa violência.
Detalhes do ataque e recuperação
Segundo relatos da família, Alana foi atacada por Luiz Felipe Sampaio Cabral Silva, de 22 anos, vizinho que a assediava havia meses com presentes e insistências não correspondidas. Após recusar mais uma aproximação, a jovem foi surpreendida logo depois de chegar da academia. O agressor invadiu o imóvel utilizando luvas, desferindo múltiplos golpes de faca no rosto, ombro e tórax dela – a maioria dessas feridas, segundo registro policial, poderiam ser fatais sem socorro imediato.
Quando a mãe de Alana retornou do trabalho, encontrou a filha sendo agredida e interveio, expulsando o autor do crime, acionando a Polícia Militar e socorrendo a jovem. Luiz Felipe foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça em 8 de fevereiro.
O caminho da alta médica em meio à tentativa de feminicídio
Alana ficou internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) desde o ataque, passou por traqueostomia e precisou de broncoscopia para análise das cordas vocais devido aos ferimentos. O processo de recuperação foi relatado pela mãe, que compartilhou cada etapa da evolução da filha nas redes sociais e ressaltou a importância do apoio familiar nessa fase delicada.

Fotos de Alana Anísio Rosa, esfaqueada após recusar namoro. Imagem: Reprodução.
A luta da família para que o crime não fique impune
Jaderluce Anísio de Oliveira, que chegou a salvar a filha no momento do crime, tem se destacado por cobrar justiça e acompanhar de perto o andamento do caso. Ela reforça que a motivação do ataque foi a recusa de Alana em se envolver sentimentalmente com o agressor, mesmo após meses de assédio, inclusive com envio de chocolates e buquês de rosas de forma anônima.
Após ser identificada e rejeitada, o comportamento do vizinho tornou-se ainda mais ameaçador, culminando no crime. A jovem relatou que optou por não ceder as investidas por estar focada nos estudos para o vestibular de Medicina.
Caso Alana expõe drama da violência contra mulheres
O caso teve grande repercussão na comunidade de São Gonçalo e nas redes sociais, reacendendo o debate sobre violência motivada por paixão não correspondida e o direito das mulheres à recusa. Alana foi mantida sob acompanhamento médico rigoroso e só agora, em 4 de março de 2026, a equipe liberou sua alta, permitindo que ela continue a recuperação em casa.
A família afirma que continuará lutando para que Luiz Felipe responda por todos os crimes cometidos e para garantir que casos como o de Alana não se repitam. O agressor segue preso preventivamente enquanto o inquérito apura detalhes da tentativa de feminicídio.
Perguntas Frequentes
Como está o estado de saúde de Alana após o ataque?
Alana passou por diversas cirurgias, ficou em coma induzido e, após evolução positiva, deixou o CTI. Agora, se recupera no quarto do hospital e deve continuar o tratamento em casa.
Qual foi a motivação do crime?
O agressor, Luiz Felipe Sampaio Cabral Silva, vinha assediando a jovem há meses. Após rejeição explícita, ele invadiu a casa dela e cometeu o ataque por não aceitar o não como resposta.
O que a família espera da Justiça?
A mãe de Alana falou publicamente que exigirá punição exemplar e se dedicará a acompanhar o processo até a condenação do agressor, para evitar impunidade.
Em que fase está o caso na Justiça?
O réu foi preso em flagrante e sua prisão preventiva foi decretada em 8 de fevereiro. O inquérito segue em andamento, apurando os detalhes da tentativa de feminicídio.
Qual apoio Alana e a família receberam até agora?
Além de apoio médico e psicológico, familiares e amigos têm demonstrado solidariedade. O caso gerou comoção, principalmente nas redes sociais, mobilizando campanhas em defesa de Alana e contra a violência.
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