Home Clima e TempoOutono no Brasil começa amanhã e promete mudanças no tempo; confira a previsão

Outono no Brasil começa amanhã e promete mudanças no tempo; confira a previsão

Temperaturas elevadas predominam até junho e risco de geadas aumenta só no fim do outono de 2026.

por Isabelli Pires
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Fotografia de uma mão de pele clara segurando, delicadamente entre o polegar e o indicador, uma única folha seca e amarelada na vertical. A folha possui marcas do tempo e alguns pequenos furos. O fundo é um borrão orgânico (bokeh) de folhas e galhos verdes em um parque ou floresta, banhado por luz solar intensa e difusa que cria círculos de luz brilhantes sob o céu claro.

O outono se inicia oficialmente amanhã, 20 de março de 2026, às 11h45 pelo horário de Brasília, trazendo a expectativa de alterações importantes no clima em todo o país. O fenômeno marca o equinócio, quando dia e noite têm duração equivalente, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A estação se estende até 21 de junho, período em que se prevê aumento das chuvas, demora do frio e variações regionalizadas nas temperaturas e precipitações.

O início do outono astronômico no Hemisfério Sul ocorre em todo o território brasileiro, impulsionado por fatores como o El Niño Costeiro e projeções de um El Niño clássico ao fim da estação. Dados meteorológicos indicam a predominância de temperaturas acima da média histórica e padrões de chuva irregulares, afetando todas as regiões com maior ou menor intensidade.

O evento impacta milhões de brasileiros, especialmente agricultores, setor energético e moradores de áreas propensas a cheias ou secas. Entre as principais causas da configuração climática estão o aquecimento do Oceano Pacífico Equatorial, a atuação do El Niño Costeiro, a alta da pressão atmosférica sobre o Atlântico Sul e avanços de frentes frias.

Como ficará o clima durante o outono de 2026

De acordo com a Climatempo, o outono de 2026 terá extensão das chuvas em quase todo o país e temperaturas persistentemente elevadas em comparação com anos anteriores. Abril repete o padrão de verão, com pancadas de chuva frequentes e tempo abafado, dificultando entradas de massas de ar frio com força suficiente para baixar os termômetros.

Modelos internacionais apontam para o desenvolvimento do El Niño ao longo do trimestre abril-maio-junho, com cerca de 85% de chance de confirmação. O cenário deve garantir calor acima da média e maior irregularidade nas precipitações até junho, quando se esperam as primeiras quedas pontuais de temperatura – focando especialmente a segunda quinzena de maio.

Nas palavras do meteorologista César Soares, “ainda não há expectativa de quedas duradouras das temperaturas. Episódios de frio intenso permanecem restritos ao fim de maio e junho, com possibilidade de geada nas regiões Sul, sul de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo.

Visão de dentro de um veículo através do para-brisa coberto por grandes gotas de chuva e filetes de água escorrendo. Ao fundo, de forma desfocada, aparecem as luzes de freio vermelhas de uma caminhonete branca e um carro vermelho à direita, além de semáforos e luzes urbanas em um dia cinzento e chuvoso.

Abril com cara de verão: Pancadas de chuva frequentes e tempo abafado marcam o início do outono em quase todo o país, dificultando a chegada de massas de ar frio. Imagem: Freepik

Situação da temperatura e precipitação em cada região

Região Sul

O Sul segue com calor acima do esperado e chuva abaixo da média. Paraná e Santa Catarina terão redução significativa das chuvas, e as temperaturas podem superar 35°C em cidades como Porto Alegre (RS) nos primeiros dias da estação. Alívio só deve chegar de modo consistente em maio, com as primeiras frentes frias e possibilidade de geada nas áreas serranas.

Região Sudeste

No Sudeste, previsão de menos chuva, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, e temperaturas acima da média. Rio de Janeiro e Espírito Santo registram volumes próximos do normal, mas com tendências de chuva localizada nos litorais. São Paulo (SP) mantém máximas de até 33°C no início da estação. O frio ganha força gradualmente, com episódios isolados a partir de maio e mais intensidade no fim da estação.

Região Centro-Oeste

No Centro-Oeste, predomínio de temperaturas elevadas e redução gradativa das chuvas a partir de abril. Goiás e Mato Grosso registram volumes próximos do normal; já Mato Grosso do Sul tende a ter menos chuva. Em Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT), o calor pode ser intenso, ultrapassando 35°C em algumas tardes. Queimadas podem aumentar já em maio devido à combinação de calor e tempo seco, apesar da persistência de pancadas de chuva em abril.

Região Nordeste

O Nordeste terá padrões distintos: menos chuva na maioria dos estados entre abril e junho, exceto o Maranhão e norte do Piauí, que recebem mais chuva pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Capitais entre Salvador e Natal podem experimentar episódios de chuvas fortes, enquanto os demais estados enfrentam período mais seco. As temperaturas seguem acima do normal, especialmente no interior.

Região Norte

A região Norte permanece no auge do período chuvoso, com volumes acima da média para a época, exceto no Amapá e em setores específicos do Tocantins, Amazonas e Pará, onde a chuva fica próxima do normal. O calor será intenso em áreas menos arborizadas, e a elevação dos rios preocupa comunidades ribeirinhas. Belém (PA) enfrenta pancadas diárias em abril, e somente a partir de maio ocorre redução gradual das chuvas.

Mecanismos atmosféricos e dinâmica do outono de 2026

O outono de 2026 inicia com o Pacífico Equatorial em neutralidade térmica, sem influência direta de El Niño ou La Niña. Contudo, um El Niño Costeiro já atua, elevando a chuva no Sul e intensificando a umidade no Centro-Oeste e Sudeste. Ao final da estação, o desenvolvimento do El Niño clássico deve alterar ainda mais o padrão de precipitação, trazendo riscos de volumes elevados no Sul e tempo mais seco no Norte e Nordeste.

O fortalecimento da Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) também merece destaque, pois tende a dificultar avanços de frentes frias no interior do país. Ventos associados à ASAS estimulam chuva no litoral leste do Nordeste, enquanto reduzem umidade e nebulosidade nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. A Zona de Convergência Intertropical aumenta a chuva no extremo norte do país, principalmente em maio e junho.

Impactos nas atividades e recursos naturais

Pancadas de chuva devem retardar o aumento do risco de queimadas, fenômeno comum no fim do outono, pois atrasam a perda de umidade no solo e na vegetação. Reservatórios de água e energia do Sudeste e Centro-Oeste podem alcançar ganhos modestos de armazenamento, mas a situação do sistema Cantareira permanece em alerta: ao final do verão de 2026, o volume era de 42,4%, abaixo dos 58,8% registrados na mesma data do ano anterior, conforme dados do setor hídrico.

Para acompanhar a previsão do tempo detalhada para sua cidade, alertas de geada e notícias sobre o impacto do clima na economia, acesse o Jornal Mix. Fique por dentro de todas as atualizações e prepare-se para as transformações da estação!

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