Um vídeo do matemático Romildo Marçal, de Tamboril, no interior do Ceará, ganhou as redes depois do resultado do segundo turno da eleição presidencial. Ele gravou a análise no dia 21 de outubro, quatro dias antes da votação.
Na gravação, Romildo avalia a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pelos índices de rejeição, segundo o Estado do Pará Online.
No vídeo, ele explica o raciocínio com números de pesquisa e faz uma pergunta direta ao público.
O que o matemático disse
Romildo levou em conta a rejeição, os eleitores indecisos, quem não pretendia votar em nenhum dos dois e a mobilização da reta final. Uma frase dele resume a análise: “Como é que eu ganho uma eleição com 53% de rejeição? Me explica”.
O próprio texto que repercutiu o vídeo lembra que se tratava de uma leitura do cenário, e não de uma garantia matemática do resultado.
O que diziam as pesquisas e o resultado
A pesquisa Quaest divulgada em 21 de outubro mostrou a rejeição de Lula caindo de 53% para 47% em uma semana. A de Flávio passou de 54% para 52%, dentro da margem de erro, segundo o Diário do Grande ABC.
Na pesquisa, conta como rejeição o eleitor que diz que não votaria no candidato “de jeito nenhum”. O levantamento ouviu 2.154 eleitores, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
No domingo (25), Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, conforme o Vatican News. A diferença ficou em cerca de 4,4 milhões de votos.
Por que a rejeição pesa no segundo turno
Com apenas dois nomes na urna, o eleitor que rejeita um candidato tende a escolher o outro ou a anular o voto. Por isso, a rejeição costuma ser acompanhada de perto nas semanas finais da campanha.
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