A Ucrânia lançou na quinta-feira, 18 de junho de 2026, o maior ataque com drones contra Moscou dos últimos dois anos, provocando um grande incêndio em uma refinaria de petróleo e a paralisação temporária dos aeroportos da capital russa.
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Refinaria estratégica em chamas
O alvo principal foi a refinaria MNPZ (Refinaria de Petróleo de Moscou), no distrito de Kapotnia, na periferia sul da cidade. Grandes colunas de fumaça foram vistas a quilômetros de distância depois que vários aparelhos atingiram a instalação.
A unidade responde por mais de um terço do combustível consumido na região metropolitana e já havia sido alvo de uma ofensiva semelhante na terça-feira, quando também pegou fogo. O prefeito Sergei Sobyanin classificou a ação como de larga escala, sem detalhar a extensão dos danos.
Aeroportos fechados e voos atrasados
O ataque obrigou o fechamento dos principais terminais de Moscou por algumas horas e provocou o atraso de centenas de voos. Em Sheremetyevo, o mais movimentado da cidade, passageiros foram levados a locais seguros antes da retomada das operações por volta das 11h no horário local.
Defesas aéreas e impacto em áreas residenciais
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, 555 drones foram derrubados em todo o país durante a madrugada, sendo 180 apenas nos arredores da capital. Mesmo assim, parte dos aparelhos furou o cerco.
Na região de Moscou, um drone atingiu um prédio residencial na cidade de Zhukovsky, que precisou ser evacuado. Destroços de outro aparelho causaram um incêndio em um centro comercial. O governador Andrei Vorobyov informou que 16 pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças.
Pressão sobre o petróleo russo
Nos últimos meses, Kiev intensificou os ataques de longo alcance contra instalações petrolíferas, vistas como fundamentais para sustentar o esforço de guerra. O presidente Volodimir Zelensky descreveu a investida como uma resposta aos bombardeios russos a cidades ucranianas.
O petróleo é uma das maiores fontes de receita do governo russo, e a sequência de incêndios em refinarias amplia a pressão econômica sobre o terceiro maior produtor mundial.
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