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Saúde mental em foco: falar sobre o tema com responsabilidade e empatia pode salvar vidas

Serviço oferecido por voluntários treinados atende por telefone, chat e e-mail, e a rede pública conta com CAPS e UBS para acolhimento contínuo.

por Amanda Beatriz Damascena
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A saúde mental voltou ao centro do debate público após um caso recente reacender a discussão sobre como lidar, com responsabilidade, com o sofrimento emocional. Profissionais e entidades de apoio reforçam que informação correta e escuta atenta podem salvar vidas.

O principal canal de ajuda no Brasil é o Centro de Valorização da Vida (CVV), que atende pelo telefone 188 de forma gratuita, sigilosa e 24 horas por dia, em todo o território nacional. O atendimento é feito por voluntários preparados para ouvir, sem julgamentos, quem precisa conversar sobre o que está sentindo.

Um apoio que vai além do telefone

Além das ligações, o CVV oferece atendimento por chat e e-mail pelo site cvv.org.br, e também presencialmente em postos espalhados pelo país. Fundada em 1962, a entidade é uma das mais antigas do gênero e realiza milhões de acolhimentos a cada ano.

A rede pública de saúde também dispõe de estrutura para acolher quem precisa. Os Centros de Atenção Psicossocial, conhecidos como CAPS, e as Unidades Básicas de Saúde, as UBS, oferecem atendimento e encaminhamento para cuidado contínuo em saúde mental de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Sinais que merecem atenção

Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, desânimo persistente e falas de desesperança estão entre os sinais que pedem cuidado. Nesses momentos, ouvir sem julgar e sem minimizar o que a pessoa sente costuma ser o primeiro passo para que ela aceite buscar ajuda.

Manter contato, oferecer companhia e incentivar a procura por um profissional de saúde, como psicólogo ou psiquiatra, também faz diferença. Quando possível, acompanhar a pessoa até um atendimento é uma forma concreta de apoio.

Falar sobre o assunto também previne

Campanhas como o Setembro Amarelo, iniciada no Brasil em 2015, ajudaram a quebrar o silêncio em torno do tema. A mensagem central é direta: pedir ajuda não é sinal de fraqueza, e sim um ato de coragem e de autocuidado.

Por trás de cada história existem uma família e pessoas que seguem com a dor da perda. Por isso, tratar o assunto com respeito, sem exposição e sem sensacionalismo, é uma responsabilidade de todos, inclusive de quem informa.

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