Uma situação incomum em um voo internacional entre Bogotá e Madri terminou com consequências sérias para um conhecido criador de conteúdo. O influencer colombiano Yeferson Cossio foi banido de um voo e se tornou alvo de um processo, movido pela Avianca, após utilizar um dispositivo para simular sons e odores de pum durante a viagem.
O incidente ocorreu no dia 11 de março de 2026, durante o voo AV46, quando a aeronave sobrevoava o oceano Atlântico, em uma etapa do voo em que não era viável realizar um aterrissagem de emergência. A companhia aérea anunciou a decisão publicamente no domingo, 29/03.
O que aconteceu durante o voo
A aerolínea Avianca tomou medidas contra o influenciador Yeferson Cossio após ele realizar uma ação com um gás químico que incomodou vários passageiros. A situação escalou quando ele utilizou “um artefato gerador de odor químico”, conhecido popularmente como um “pum químico”, dentro da cabine.
Segundo a Avianca, a liberação de odores fortes em um ambiente fechado e pressurizado pode representar um risco direto aos passageiros e à tripulação.
Medidas tomadas pela Avianca
A Avianca informou que decidiu dar por terminado o contrato de transporte do passageiro identificado como Yeferson Cossio. A companhia explicou que a medida implica também o cancelamento do trajeto de regresso e o início de processos legais.
“A Avianca rejeita categoricamente qualquer comportamento que coloque em risco a segurança de suas operações e comprometa a experiência a bordo para clientes e funcionários”, afirmou a empresa em nota.
Base legal da decisão
As três regras (a, d e h) do contrato de transporte utilizadas pela Avianca estabelecem: A) Quando o passageiro descumprir as condições do contrato; D) Quando o passageiro representar uma ameaça para a segurança do voo, para a comodidade, ordem ou disciplina a bordo; H) Quando o passageiro não acatar as instruções de segurança.

Influenciador colombiano Yeferson Cossio foi banido de um voo e se tornou alvo de um processo movido pela Avianca. Imagem: Instagram/Yeferson Cossio
Versão do influencer sobre o caso
Yeferson Cossio publicou um comunicado oficial para esclarecer sua versão dos fatos. O influenciador afirmou:
“Aproximadamente uma hora antes do pouso, se ativou de maneira acidental um elemento que eu levava na minha bagagem de mão”.
Cossio negou que a atitude tenha feito parte de qualquer produção ou gravação de conteúdo.
“A ‘stink bomb’ que se despressurizou por acidente, sem intenção e sem ativação manual, não é inflamável, não gera combustão, não representa risco real para a integridade da aeronave”, afirmou.
Sobre sua chegada à Espanha, o jovem relatou um encontro tenso com uma auxiliar de voo, que o teria abordado com gritos frente aos demais passageiros.
“Mantive a calma, pedi desculpas e assumi a responsabilidade”, disse o influencer.
Repercussões e pedido de legislação mais rígida
No mesmo comunicado emitido em 29 de março de 2026, a Avianca aproveitou para solicitar às autoridades e ao Congresso da República da Colômbia que continuem a tramitação do Projeto de Lei 153 de 2025, uma iniciativa que busca endurecer as sanções contra passageiros disruptivos e reforçar a proteção do pessoal aeronáutico.
O projeto de lei 153 de 2025 na Colômbia busca estabelecer sanções mais estritas para os passageiros que alterem a ordem ou representem riscos durante os voos. Entre as condutas contempladas estão agressões, descumprimento de normas de segurança, consumo excessivo de álcool e ações que interfiram na operação aérea.
Histórico de sanções anteriores
Esta não é a primeira vez que Yeferson Cossio é sancionado. Há quase um ano, a Superintendência de Indústria e Comércio (SIC), mediante a Resolução 20.777 de 15 de abril de 2025, confirmou a sanção imposta à GRUPO COSSIO S.A.S, empresa de propriedade do influencer, por um valor de $ 813.002.240 pesos colombianos, ao comprovar-se a vulneração dos direitos dos consumidores na promoção do curso “Método Cossio”.
A Avianca ainda não divulgou detalhes sobre os próximos passos do processo judicial contra o influenciador. Yeferson Cossio indicou que também pretende tomar medidas legais em resposta às acusações. E você, o que faria se estivesse nesse voo? Achou que a decisão da companhia aérea foi correta? Deixe seu comentário abaixo.
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