Duas crianças saíram para brincar e nunca mais foram vistas! O desaparecimento de Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4 anos, mobiliza parentes, vizinhos e autoridades em Bacabal, no Maranhão. Um mês após o sumiço, a investigação se mantém sem suspeitos e com pistas escassas.
Como ocorreu o desaparecimento
Na tarde de 4 de janeiro de 2026, os irmãos deixaram a casa no quilombo São Sebastião dos Pretos acompanhados do primo Anderson Kauan, 8 anos. Eles foram brincar em uma área de mata nos arredores da comunidade. Horas depois, carroceiros encontraram Kauan em uma estrada próxima ao povoado Santa Rosa, desacordado e desidratado.
Após receber alta médica, Kauan guiou policiais pelo caminho feito até uma cabana abandonada às margens do Rio Mearim. Segundo o depoimento, ele deixou os primos no local para buscar socorro e foi localizado horas depois, sem conseguir rever as crianças.
Força-tarefa intensifica buscas no Maranhão
Equipes da Polícia Civil, Marinha e Corpo de Bombeiros mantêm busca diária em cerca de 54 km² de mata fechada, rios e açudes. Cães farejadores identificaram rastros que levaram à margem do Rio Mearim, porém nenhum vestígio conclusivo foi encontrado. A Marinha utiliza equipamentos de sonar para varredura do leito do rio em um trecho de 3 quilômetros.
O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, afirmou que a investigação ocorre de forma rigorosa. No entanto, detalhes do caso não são divulgados para não atrapalharem o trabalho policial. Qualquer novidade relevante deve ser comunicada à população oportunamente.

Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão. Foto: Corpo de Bombeiros do Maranhão
Apesar dos esforços, desde o início das buscas, não surgiu indício claro para orientar a investigação, nem suspeito de envolvimento no desaparecimento. Todas as pessoas ouvidas prestaram depoimento apenas na condição de testemunhas.
Boatos em redes sociais dificultam apuração
Em meio à comoção, surgiram fake news sobre possíveis avistamentos em outros estados. Uma denúncia recente indicava que as crianças desaparecidas teriam sido vistas em São Paulo. Segundo o secretário de Segurança, a informação foi checada presencialmente pelas polícias estaduais, mas tratava-se de notícia falsa.
Desafios e esperança da comunidade
O terreno, com vegetação densa, trilhas de difícil acesso e lagos naturais, dificulta o avanço das equipes de busca. Para as famílias, o sofrimento e a espera crescem à medida que os dias passam, sem respostas.
O caso mantém Bacabal atento à expectativa de que novos indícios possam surgir, renovando a esperança de reencontrar Ágatha e Allan com vida. Para mais informações, acompanhe diariamente o Jornal MIX para manter-se atualizado.