Home PolicialSeis encapuzados forçam entrada em prédio da USP, agridem seguranças e acabam detidos após confronto com a PM

Seis encapuzados forçam entrada em prédio da USP, agridem seguranças e acabam detidos após confronto com a PM

Com paus, cassetetes e fogos de artifício, o bando bloqueou as portarias com barricadas antes da chegada da tropa de choque

por Amanda Beatriz Damascena
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Seis pessoas, com idades entre 18 e 22 anos, foram detidas após tentarem invadir o Prédio da Administração Central da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital paulista, em uma noite de tensão na Cidade Universitária.

Como a ação começou

Segundo a universidade, por volta das 19h um grupo encapuzado entrou no edifício e partiu para cima dos seguranças. Os invasores estavam munidos de paus e cassetetes e chegaram a disparar rojões e fogos de artifício contra os funcionários. Antes do reforço policial, o acesso ao prédio foi fechado com barricadas.

Veja vídeo de como a ação aconteceu:

Seguranças feridos durante o tumulto

Diversos integrantes da guarda universitária sofreram escoriações no meio da confusão. Pelo menos três tiveram lesões mais graves e precisaram de atendimento no Hospital Universitário. A Polícia Militar (PM) foi acionada, dispersou o grupo e liberou as portarias que estavam obstruídas.

Materiais recolhidos e ida à delegacia

Na ocorrência, os agentes apreenderam porretes, rádios comunicadores e um megafone. Os detidos foram encaminhados ao 7º Distrito Policial, na Lapa, onde o caso foi registrado. Eles acabaram liberados ainda no início da manhã seguinte.

Tumulto na mesma noite do fim da greve

O episódio aconteceu logo após a assembleia em que os alunos recomendaram o encerramento da paralisação que se arrastava desde meados de Abril, somando quase dois meses. Na votação convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), 323 se manifestaram pelo fim do movimento e 255 defenderam a continuidade. A decisão, porém, não encerra o protesto de forma automática: cada unidade deverá realizar sua própria assembleia nos próximos dias para definir a volta às aulas. Entre as reivindicações estavam melhorias na alimentação, nas moradias estudantis e o reforço no quadro de funcionários.

O que disseram Reitoria e DCE

Em nota, a Reitoria lamentou o ocorrido e classificou o caso como uma escalada de violência com danos ao patrimônio público. O DCE, por sua vez, afirmou que não tem qualquer relação com o que aconteceu.

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