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Dono da Choquei é preso em operação que deteve MC Ryan e MC Poze do Rodo

Operação policial investiga movimentação de valores milionários ligados a rifas digitais e apostas ilegais na internet

por Leandro Macedo
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MC Ryan SP com correntes de ouro, Raphael Sousa da Choquei segurando celular e MC Poze do Rodo sorrindo com boné

Operação da Polícia Federal mira suspeita de atuação em mídia e lavagem de dinheiro. Influenciadores digitais e artistas seguem sob investigação enquanto autoridades esclarecem detalhes do esquema. Os próximos desdobramentos podem afetar outros nomes do segmento musical e de comunicação.

Resumo da prisão: quem foi detido na operação

Em quinze de abril de 2026, a Polícia Federal prendeu Raphael Sousa Oliveira, proprietário do perfil Choquei, em uma operação que resultou na detenção de MC Ryan e MC Poze do Rodo. Segundo a PF, a ação cumpriu noventa mandados judiciais em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.

Raphael, conhecido por controlar uma das maiores páginas de notícias e entretenimento do país, soma mais de 27 milhões de seguidores no Instagram. Ele é suspeito de atuar como operador de mídia para organização criminosa, recebendo valores diretamente de MC Ryan e outros investigados, de acordo com registros oficiais da Polícia Federal.

Como funcionava o suposto esquema, segundo a investigação

De acordo com os autos, MC Ryan teria papel de liderança, segundo a PF, utilizando empresas de produção musical para mesclar recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais com receitas legítimas. O investigado teria comprado imóveis de alto valor, veículos de luxo e joias para dissimular a origem do dinheiro, prática investigada como lavagem de capitais.

A página Choquei serviria, na apuração policial, para ações de mitigação de crises e proteção de imagem do artista, além de ajudar a promover plataformas de apostas. Outro foco são transferências empresariais para terceiros, mecanismo que, na visão da PF, buscava blindar patrimônio das investigações.

MC Poze do Rodo, também preso, é apontado pela PF por manter vínculo com estruturas que movimentavam recursos ilícitos ligados a rifas e apostas. Sua defesa informou desconhecer o teor do mandado e que irá se manifestar formalmente na Justiça.

O valor total movimentado pela organização criminosa, segundo os investigadores, ultrapassa R$ 1,6 bilhão.

MC Ryan SP, com tatuagem no braço e corrente dourada, sorri ao lado de amigo em carro prateado à noite

MC Ryan SP, preso pela Polícia Federal na Operação Narco Fluxo. Imagem: Instagram

Impacto e repercussão: posicionamento das defesas

Até o fim desta edição, a defesa de Raphael Sousa Oliveira, dono da Choquei, não apresentou resposta oficial sobre sua prisão ou as acusações apuradas. O jornal UOL procurou a advogada responsável por ele em outros processos, sem retorno até o momento.

A defesa de MC Poze informou, em nota enviada ao jornal, que desconhece o conteúdo do mandado de prisão e aguarda acesso ao processo para eventuais manifestações.

A Polícia Federal confirmou a execução dos mandados judiciais, citando a necessidade de interromper o funcionamento da organização suspeita de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro, com base nos artigos 1º, inciso VII, da Lei de Lavagem de Capitais (Lei 9.613/98), além de associação criminosa (artigo 288 do Código Penal).

Próximos passos e o que muda para investigados e seguidores

As autoridades deverão analisar os materiais apreendidos, ouvir os investigados e decidir sobre novas diligências. O processo tramita em primeira instância sob segredo de justiça. A situação processual dos detidos pode evoluir para oferecimento de denúncia pelo Ministério Público, apresentação de defesa prévia e eventual julgamento, conforme prevê o Código de Processo Penal.

Até o trânsito em julgado, decisão definitiva, sem possibilidade de recurso, todos são considerados investigados ou réus. A presunção de inocência se aplica a cada um, segundo o artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. Seguidores de influenciadores mencionados podem perceber alteração em perfis e conteúdos, dependendo de determinações judiciais e resultados do inquérito.

Perguntas Frequentes

Por que o dono da Choquei foi preso?

Raphael Sousa Oliveira está sob suspeita de atuar como operador de mídia para uma organização criminosa e de ter recebido valores de outros investigados para ajudar na mitigação de crises de imagem relacionadas ao MC Ryan. Segundo a Polícia Federal, ele é alvo de investigação por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Quais crimes estão em investigação?

As apurações incluem indícios de lavagem de capitais (artigo 1º da Lei 9.613/98), associação criminosa (art. 288 do Código Penal) e movimentação de recursos provenientes de rifas digitais e apostas ilegais.

O que acontece depois da prisão?

Após as prisões, a Justiça pode manter, revogar ou converter em outras medidas cautelares, conforme análise do material recolhido e das manifestações das defesas. O processo ainda precisa ser analisado pelo Ministério Público e pode ter audiência de instrução nos próximos meses.

Como a operação pode afetar seguidores e páginas digitais?

Perfis administrados pelo investigado podem ser alvo de ordens judiciais, resultando em suspensão ou limitação de conteúdos. Seguidores podem perceber alterações na rotina de postagens durante a fase processual.

Qual é o valor movimentado pela organização, segundo a PF?

A Polícia Federal estima que a organização criminosa, que tinha na mídia digital um dos vetores, movimentou aproximadamente R$ 1,6 bilhão até a data das prisões.


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