Home PolicialCaso de estupro coletivo no RJ tem novos desdobramentos; veja a situação dos investigados

Caso de estupro coletivo no RJ tem novos desdobramentos; veja a situação dos investigados

Instituições suspendem e afastam estudantes após denúncia em Copacabana.

por Isabelli Pires
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Mulher jovem com marcas de agressão no rosto faz sinal de pare com a mão aberta à frente do corpo, em ambiente escuro.

O destino dos suspeitos de participar de um grave episódio de estupro coletivo em Copacabana é alvo de novas decisões da Justiça. Medidas recentes impactaram tanto a vida acadêmica como esportiva dos investigados, além de reforçar o cerco policial.

Os quatro maiores de idade, Bruno Felipe Allegretti (18), Vitor Hugo Simonin (18), Mattheus Veríssimo Martins (19) e João Gabriel Xavier Bertho (19) receberam mandados de prisão preventiva. Todos são considerados foragidos após a operação “Não é Não” da polícia do Rio de Janeiro, deflagrada para prender os indiciados pelo estupro coletivo ocorrido em 31 de janeiro de 2026, em um apartamento no bairro de Copacabana.

Um dos investigados se entrega e Justiça aceita denúncia

Na manhã desta terça-feira (3), Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, entregou-se à polícia na 12ª DP (Copacabana) acompanhado de sua defesa. Além da rendição, houve um avanço significativo no processo judicial: a Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público, tornando os quatro investigados oficialmente réus no caso. Com a prisão de Mattheus, os outros três jovens — Bruno Felipe, João Gabriel e Vitor Hugo — continuam sendo procurados pelas autoridades.

Além deles, um adolescente de 17 anos — ex-namorado da vítima — é apontado como mentor da emboscada, por ter atraído a jovem ao local. Contra ele, a Justiça determinou busca e apreensão e o encaminhamento do caso para a Vara da Infância e Juventude, já que responderá por ato infracional análogo ao crime.

Instituições estudantis e clube se posicionam

Os desdobramentos não se limitaram ao plano judicial. No campo educacional, o Colégio Pedro II declarou início dos processos para desligar Simonin e o adolescente envolvido, ambos com histórico prévio de advertências e suspensões. Relatos apontam ainda que os dois respondem internamente por agressão na escola.

A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) suspendeu Bruno Allegretti, estudante de Ciências Ambientais, por 120 dias, conforme decisão do reitor. Com isso, o aluno está proibido de circular por qualquer espaço da universidade. Já o Serrano Football Club, de Petrópolis, anunciou o desligamento imediato e a suspensão do contrato do jogador João Gabriel Bertho, envolvido nas investigações.

Dinâmica do crime e defesa dos investigados

Em depoimento, a vítima contou que aceitou o convite do ex-namorado, colega de escola, para ir ao apartamento. No local, outros quatro rapazes estavam presentes. Os relatos indicam que a adolescente foi surpreendida, mantida em cárcere privado e violentada por cerca de uma hora. Ela detalhou ter sido coagida, agredida fisicamente (inclusive com chute abdominal) e impedida de sair do quarto mesmo após pedir que as agressões parassem.

A defesa de Bertho nega veementemente a acusação e afirma que a jovem teria consentido com a presença dos demais no quarto. No entanto, a Justiça negou pedidos de habeas corpus para três investigados, mantendo a busca pelos envolvidos.

Após o crime, a vítima enviou mensagens à família relatando o ocorrido, descrevendo culpa e medo do julgamento social imediato, situação que inspirou uma nota de solidariedade emitida pela Unirio e apoio psicológico oferecido pelo entorno familiar.

Captura de câmera de segurança em corredor de prédio mostrando três jovens caminhando; imagem datada de 31/01/2026 usada como prova em investigação criminal.

Registro de monitoramento interno sob análise pericial para determinar a cronologia dos fatos e a presença dos envolvidos no local. Imagem: Rede Globo

Status dos investigados e investigações

Os quatro adultos foram indiciados por estupro coletivo qualificado e cárcere privado. Eles podem enfrentar penas de até 18 anos de reclusão. Já o adolescente mentor do crime terá julgamento separado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O processo corre em segredo de Justiça, sem detalhes sobre novos pedidos de habeas corpus.

Fotos dos suspeitos circulam através do Disque Denúncia e informações sobre paradeiro podem ser enviadas ao serviço. O caso segue sob investigação da 12ª DP (Copacabana), e a CNN Brasil busca contato com as defesas de todos os citados.

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