As dez cidades mais violentas do Brasil em 2025 estão todas situadas no Nordeste, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com destaque para a liderança do Ceará e a presença de cinco municípios baianos no ranking.
O estudo, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em 23 de maio de 2026, avaliou municípios com mais de 100 mil habitantes e apontou Maranguape, no Ceará, como a cidade com maior índice de mortes violentas. Outras nove cidades da região Nordeste também integram o topo da lista, refletindo um quadro desafiador para a segurança pública local.
O dado de maior impacto é que, enquanto a taxa nacional de mortes violentas intencionais ficou em 19,1 por 100 mil habitantes, a média no Nordeste saltou para 31,6, configurando a maior do país em 2025.
Quais são as cidades mais violentas do Brasil em 2025?
O ranking divulgado pelo Anuário de Segurança Pública destaca as seguintes cidades mais violentas do país:
- Maranguape (CE)
- Eunápolis (BA)
- Maracanaú (CE)
- Porto Seguro (BA)
- Simões Filho (BA)
- Jequié (BA)
- Caucaia (CE)
- Cabo de Santo Agostinho (PE)
- Santa Rita (PB)
- Juazeiro (BA)
Distribuição por estados: Bahia lidera ranking com cinco cidades
Entre as dez cidades listadas, a Bahia aparece com cinco municípios: Eunápolis, Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro. O Ceará ocupa três posições, incluindo Maranguape (líder), Maracanaú e Caucaia. Pernambuco entra no ranking com Cabo de Santo Agostinho, enquanto a Paraíba surge com Santa Rita.
O dado evidencia que, mesmo com indicadores nacionais de redução da violência, a crise regional no Nordeste permanece preocupante. O panorama regional supera em mais de 65% a média nacional de mortes violentas, de acordo com o Anuário.
Números da violência: panorama nacional versus Nordeste
No Brasil, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Este dado engloba homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes causadas por intervenção policial tanto em serviço quanto fora do trabalho.
A taxa média nacional foi de 19,1 mortes por 100 mil habitantes em 2025. No entanto, no Nordeste, o índice atingiu 31,6 mortos por 100 mil habitantes, destacando-se como o mais alto do país e revelando a disparidade regional nesse indicador.
Houve redução das mortes violentas em 2025?
O Brasil reduziu em 8,2% o número de mortes violentas intencionais em 2025 na comparação com 2024, mantendo uma tendência de queda iniciada nos anos anteriores. A comparação com 2012, início da série histórica do FBSP, mostra redução de 31% no acumulado.
Mesmo com o declínio geral, sete estados apresentaram alta nesses indicadores em 2025: Rio Grande do Norte, Rondônia, Acre, Roraima, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
Perfil das vítimas de mortes violentas no Brasil
O Anuário de Segurança Pública traz dados sobre o perfil das vítimas: 90% das mortes violentas atingem homens. Quando o foco são mortes por intervenção policial, o percentual chega a 99,3% de vítimas masculinas.
A análise revela ainda uma violência racializada: pessoas negras correspondem a 79,7% das vítimas de mortes violentas e 82% dos mortos por intervenção policial. Do ponto de vista da idade, a principal faixa etária afetada é de 18 a 24 anos, especialmente no contexto de homicídios dolosos e ações policiais.

Homens compõem 90% das vítimas de mortes violentas e pessoas negras representam cerca de 80% dos casos. Imagem: Agência Brasil.
Fatores que influenciam a violência no Nordeste
Segundo especialistas e entidades que acompanham a segurança pública, os altos índices de violência em cidades do Nordeste resultam de fatores históricos, sociais e econômicos, como desigualdade, urbanização desordenada e presença de facções criminosas.
O Anuário indica que políticas públicas integradas e ações preventivas podem ser o caminho para reverter esse quadro, promovendo investimentos sociais, acesso à educação e articulação estatal.
Comparativo: Nordeste versus outras regiões do Brasil
Em 2025, todas as regiões registraram queda nas mortes violentas intencionais, mas o Nordeste segue como epicentro do problema. As demais regiões apresentam índices significativamente inferiores, em alguns estados do Sul, por exemplo, a taxa ficou abaixo de 10 mortes por 100 mil habitantes, menos de um terço da média nordestina.
O contraste reforça o caráter regionalizado da violência letal no país e a necessidade de estratégias focalizadas.
Por que as cidades mais violentas concentram-se no Nordeste?
De acordo com as estatísticas do Anuário, questões como evasão escolar, desemprego, ausência de políticas habitacionais e atuação de quadrilhas impactam mais fortemente cidades médias e grandes do Nordeste que sofrem com menos recursos para policiamento, investigação e justiça criminal.
Reflexos para a sociedade nordestina
Viver em cidades com altas taxas de violência altera rotinas, investimentos e a autoestima das populações locais. O desafio das prefeituras e estados é reverter o cenário com ações preventivas e repressivas combinadas, almejando garantir maior tranquilidade nos próximos anos.
Próximos passos diante do cenário das cidades mais violentas
Os dados de 2025 reforçam a importância do acompanhamento estatístico e da aplicação prática dos diagnósticos realizados por órgãos especializados como o FBSP. A mobilização comunitária e a pressão social por políticas públicas efetivas são fundamentais na busca por resultados melhores no próximo levantamento anual.
Gostou? Então não fica de fora!
Siga o Jornal Mix nas redes e receba as notícias quentes em primeira mão. Misturou. Deu notícia. Tá no Mix!
Instagram TikTok YouTube X (Twitter) Facebook