Famílias de estudantes devem ficar atentas: a vacinação nas escolas em abril de 2026 segue até o dia 30 em todo o Brasil. O programa, que acontece nas instituições públicas de ensino, busca atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes e proteger contra diversas doenças. Nesta edição, a meta é imunizar 27 milhões de jovens, segundo o Ministério da Saúde.
O número reflete um esforço conjunto pactuado entre Saúde e Educação para controlar doenças evitáveis por vacina, como sarampo, meningite, HPV e covid-19. O foco está em garantir que a cobertura vacinal continue avançando após os impactos negativos da pandemia.
No conteúdo a seguir, você vai entender quem deve tomar as vacinas, quais imunizantes estão disponíveis, como funciona a autorização, que cuidados tomar e como acompanhar o calendário de vacinação dos estudantes.
Quem pode se vacinar na campanha nas escolas?
Podem receber as vacinas nas escolas públicas qualquer estudante com idade entre 9 meses e 15 anos durante a campanha de vacinação escolar em abril de 2026. Para jovens que ainda não receberam a vacina contra HPV, o limite sobe para 19 anos incompletos.
Verifique se a criança ou adolescente está matriculado na escola participante e encaminhe a autorização assinada. O atendimento ocorre no próprio ambiente escolar, evitando ausências prolongadas das atividades escolares.
Quais vacinas estão disponíveis na vacinação escolar?
Estarão disponíveis seis imunizantes essenciais para crianças e adolescentes:
- HPV: Protege contra o vírus do papilomavírus humano, responsável por cânceres, entre eles o de colo de útero.
- Febre amarela: Previne doença grave transmitida por mosquitos.
- Tríplice viral: contra sarampo, caxumba e rubéola.
- Tríplice bacteriana (DTP): Para prevenir difteria, tétano e coqueluche.
- Meningocócica ACWY: Prevenção de meningite e infecções graves por meningococos.
- Covid-19: Imunização contra o novo coronavírus.
As equipes de saúde avaliam a caderneta antes de aplicar as doses necessárias, garantindo a atualização do histórico individual.

A Semana de Vacinação nas Escolas tem meta de imunizar 27 milhões de estudantes. Imagem: Cofen
Como funciona o processo de vacinação nas escolas?
Profissionais da saúde pública realizam a vacinação somente com autorização dos pais ou responsáveis, que pode ser entregue por escrito. Esse cuidado garante a segurança das famílias e respeita o direito de escolha, fortalecendo a confiança no processo.
O Programa Saúde na Escola (PSE), realizado pelos Ministérios da Saúde e da Educação, promove ações contínuas de imunização, além de orientação e triagem de condições de saúde dos estudantes.
Como acompanhar as vacinas e evitar esquecimentos?
Para maior comodidade, os responsáveis podem utilizar a Caderneta Digital de Vacinação da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital. A funcionalidade, lançada em abril de 2025, já soma mais de três milhões de acessos. Por meio do aplicativo, é possível:
- Consultar o histórico de vacinação;
- Receber lembretes automáticos de doses pendentes baseados na idade;
- Evitar perda de prazos de reforços e campanhas especiais.
O aplicativo pode ser baixado em celulares Android e iOS. Mantenha seus dados atualizados no Meu SUS para receber notificações importantes.
Cobertura vacinal avança, mas atenção deve continuar
Após quedas históricas na vacinação durante e após a pandemia, o Brasil apresenta sinais de recuperação: a vacinação tríplice viral, por exemplo, já atinge 92,96% das crianças, bem acima dos 80,7% de 2022. A cobertura de HPV chegou a 86,11% entre meninas (9 a 14 anos) e 74,46% entre meninos. A vacinação meningocócica subiu para 67,75% em 2025, enquanto o calendário vacinal infantil foi reforçado em todas as faixas.
Apesar disso, manter a alta cobertura vacinal depende da adesão das famílias à campanha e do acesso facilitado nas escolas, principalmente em regiões de maior vulnerabilidade.
Quando buscar atendimento presencial?
Observe sinais como febre persistente, reações adversas graves após vacinação ou dúvidas sobre alergias conhecidas. Em caso de dúvida, procure a unidade de saúde da sua região. Reações leves, como dor local e febre baixa, são comuns e tendem a desaparecer em até 48 horas. Sinais de anafilaxia (inchaço intenso, dificuldade para respirar, urticária que se espalha rapidamente) precisam de socorro imediato no pronto atendimento.
Dicas para famílias: garantindo proteção e registro
- Mantenha a caderneta (física ou digital) sempre atualizada e leve à escola no dia da vacinação;
- Converse com a equipe escolar ou de saúde se tiver dúvidas sobre contraindicações ou reações passadas;
- Procure informações nos canais do Ministério da Saúde;
- Reforce a importância da vacinação com adolescentes, promovendo responsabilidade e autocuidado.
As dicas não substituem orientação médica. Sempre consulte o serviço de saúde para esclarecimentos específicos.
Cuide-se: proteção começa na escola e se estende à família
Manter o calendário vacinal dos estudantes em dia protege não só cada aluno, mas toda a coletividade. Adote a vacinação nas escolas em abril de 2026 como oportunidade de atualizar a imunização de toda a família, prevenir doenças graves e criar uma rotina de saúde preventiva.
Em caso de qualquer dúvida, sintomas importantes ou histórico específico de saúde, busque o atendimento presencial no posto de saúde. O conteúdo deste artigo é informativo e não substitui consulta médica. Valorize a prevenção e o acompanhamento regular, fortalecendo a saúde das crianças e adolescentes do Brasil.