Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram o norte da Venezuela na noite de quarta-feira e deixaram pelo menos 164 mortos e cerca de 971 feridos, segundo balanço divulgado pela presidente interina Delcy Rodríguez. O segundo abalo é apontado como o mais forte registrado no país desde 1900.
Tremores foram sentidos até no Brasil
Os abalos tiveram epicentro a cerca de 21 quilômetros a oeste de Morón e fizeram prédios desabarem em Caracas, Valência e em La Guaira, a região mais castigada. Cidades ficaram sem energia e moradores passaram a noite nas ruas.
A força foi tão grande que os tremores chegaram à Colômbia e ao norte brasileiro, em Manaus, Boa Vista, Belém e Macapá, onde alguns imóveis foram esvaziados por precaução.
Por que não dá para prever um terremoto
Apesar do avanço da tecnologia, a ciência ainda não consegue informar com antecedência a data, o local exato e a magnitude de um tremor. Segundo o USGS, o Serviço Geológico dos Estados Unidos, sem esses três dados não existe previsão de verdade, apenas estimativas vagas.
O professor Fábio Reis, do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp, explica que o terremoto nasce da energia liberada pelo atrito entre blocos de rocha nas falhas geológicas. O desafio é descobrir o instante exato dessa liberação.
O que a ciência consegue fazer hoje
Como falta tecnologia para instalar sensores nas profundezas onde os abalos começam, muitas vezes a mais de 50 quilômetros, os cientistas trabalham com mapas de risco. Em vez de cravar o dia, eles calculam a probabilidade de um grande tremor atingir uma área nos próximos anos.
O foco principal está na prevenção. Construções mais resistentes, sistemas de alerta eficientes e uma população orientada reduzem o estrago quando a terra se move.
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