Brasileiros encaram franceses mais de uma década depois e a escassez de novas opções é evidência. No mesmo dia, 26 de março de 2015, a seleção brasileira venceu a França por 3 a 1 em Paris, em um amistoso, gols de Oscar, Neymar e Luiz Gustavo. Agora, em 2026, o reencontro entre as equipes escancara um problema pouco falado: desde então, apenas dois jogadores daquele elenco ainda aparecem na nova convocação, ilustrando o desafio de renovação que persiste na Amarelinha.
Danilo e Fabinho: os últimos resistentes
Entre todos os nomes daquele duelo, apenas Danilo, atualmente no Flamengo, e Fabinho, que atua no Al-Ittihad, seguem presentes. Ambos ocupam setores nos quais o Brasil encontrou dificuldades para reposição: lateral-direita e meio-campo. Passados 11 anos, os dois se mantêm, enquanto clubes e comissão buscaram, sem sucesso consolidado, substitutos à altura.
Dificuldades nas laterais e no meio-campo
Danilo esteve nas Copas do Mundo de 2018 e 2022, consolidando-se como liderança e agora sendo opção, mesmo aos 34 anos, em um setor sem novidades sólidas. Wesley, da Roma, é o lateral-direito de origem preferido do atual treinador Carlo Ancelotti, mas Danilo acumula mais minutos em campo nos últimos jogos. Militão, do Real Madrid, surge como alternativa improvisada diante da ausência de renovação.
No meio-campo, Casemiro, ao lado de Fabinho, sustentou o setor por vários anos. Após tentativas com André, João Gomes e Joelinton, nenhum novo nome se firmou. Casemiro voltou às convocações em 2025, com Fabinho reaparecendo como reserva após anos afastado. O cenário revela a dependência dos mesmos jogadores e destaca a dificuldade de transição para a próxima geração.
Seleção brasileira muda comando, mas sofre em renovação
A seleção brasileira teve cinco técnicos diferentes desde 2015: Dunga, Tite, Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti. A entidade CBF também trocou sete vezes de presidente neste período, enquanto o Brasil viu surgir talentos como Vini Jr, Rodrygo e Estêvão. Mesmo assim, as carências em posições-chave continuam.

Encontro entre novo técnico e símbolo da CBF evidencia o desafio da renovação da Seleção Brasileira após 11 anos. Imagem: ESPN
França apresenta caminho oposto
Na seleção francesa, a renovação foi total. Nenhum atleta do duelo de 2015 segue no grupo atual. Jogadores como Benzema e Griezmann já se aposentaram da equipe nacional. O único remanescente é o técnico Didier Deschamps, campeão mundial em 2018 e vice em 2022, mantendo-se desde 2012.
Escalações do último confronto entre França e Brasil
Brasil (2015):
Jefferson; Danilo, Thiago Silva, Miranda, Filipe Luís; Luiz Gustavo (Fernandinho), Elias (Marcelo), Oscar (Souza); Willian (Douglas Costa), Neymar, Roberto Firmino (Luiz Adriano). Técnico: Dunga.
França (2015):
Mandanda; Sagna, Varane, Sakho, Evra; Sissoko (Kondogbia), Schneiderlin, Matuidi (Giroud); Valbuena (Payet), Benzema, Griezmann (Fekir). Técnico: Didier Deschamps.
Perguntas Frequentes
Por que Danilo e Fabinho permanecem como remanescentes após 11 anos?
Os dois jogadores atuam em posições onde o Brasil teve grande dificuldade para encontrar substitutos do mesmo nível, o que manteve sua presença mesmo após mais de uma década.
Quais jogadores surgiram como alternativas nesse período?
No meio-campo, André, João Gomes e Joelinton foram testados, mas não se firmaram. Na lateral, Wesley e Vanderson ganharam chances, mas Danilo seguiu com mais minutos de jogo.
Por que a França conseguiu renovar seu elenco?
Com um planejamento de longo prazo sob o comando de Deschamps, a França promoveu jovens e deu oportunidades para novos talentos, tornando natural a saída dos mais velhos.
Quantos técnicos a seleção brasileira teve desde 2015?
Foram cinco treinadores diferentes: Dunga, Tite, Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti, mostrando instabilidade no comando.
Quais são os maiores desafios para a renovação da seleção brasileira?
Falta de opções consolidadas em posições como lateral-direita e volante, além da pressão por resultados imediatos, dificultam a aposta consistente em jovens.