Home ComportamentoQuem cuida também adoece: a sobrecarga invisível das famílias que convivem com transtornos mentais

Quem cuida também adoece: a sobrecarga invisível das famílias que convivem com transtornos mentais

Estudos apontam que morar com o paciente aumenta o desgaste, e especialistas alertam que pedir ajuda não é sinal de fraqueza.

por Deise
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Familiares que assumem o cuidado diário de pessoas com transtornos mentais graves convivem com um desgaste físico e emocional que a literatura científica chama de sobrecarga familiar, e há serviços gratuitos de apoio disponíveis no Brasil.

O termo descreve o impacto econômico, prático e emocional que o cuidado provoca no ambiente doméstico. Segundo estudos publicados em revistas científicas brasileiras, esse peso costuma recair sobre um único membro da família, que passa a dividir o tempo entre as novas demandas e a própria vida profissional e social.

Os sinais de esgotamento do cuidador

Especialistas apontam sintomas que servem de alerta: irritabilidade, choro fácil, sono ruim, dores no corpo e vontade de fugir da situação. Exaustão intensa, pensamentos de desistência e perda da capacidade de cuidar com segurança indicam que a ajuda profissional se tornou urgente.

Segundo profissionais da área, o cuidador em esgotamento não está falhando, e sim adoecendo. Um cuidador ansioso e estressado tem mais dificuldade de prestar o cuidado de forma integral, o que afeta também o paciente.

Onde buscar ajuda gratuita

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), do Sistema Único de Saúde (SUS), oferecem atendimento gratuito em saúde mental, sem necessidade de encaminhamento prévio. O serviço acolhe tanto os pacientes quanto os familiares.

Em situações de crise emocional, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende pelo telefone 188, 24 horas por dia, de forma gratuita e sigilosa. Em casos de emergência com risco imediato, o SAMU pode ser acionado pelo 192.

A importância da rede de apoio

Pesquisas com cuidadores atendidos em CAPS mostram que grupos de ajuda mútua e ações de educação em saúde melhoram a qualidade de vida de quem cuida e de quem recebe o cuidado. A troca com pessoas que vivem situações semelhantes ajuda a reduzir o isolamento.

Estudos também indicam que a sobrecarga tende a ser maior quando o cuidador mora com o paciente, já que aumentam as tarefas diárias e a supervisão constante. Dividir responsabilidades entre familiares e buscar acompanhamento especializado são medidas recomendadas.

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