A Prefeitura de São Paulo demoliu cinco imóveis no bairro Parque São Rafael, na zona leste da capital, na manhã de quinta-feira (25/6), após as construções apresentarem risco de desabamento.
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Casas já estavam interditadas desde o início do ano
As moradias estavam fechadas por determinação da Defesa Civil desde os primeiros meses do ano. A retirada das estruturas foi colocada como prioridade depois que parte de uma das residências cedeu sozinha na terça-feira (23/6), o que reforçou o alerta sobre a instabilidade do terreno.
A ação foi conduzida em caráter emergencial, após acionamento da Defesa Civil, e não configura reintegração de posse, segundo a Subprefeitura São Mateus, responsável pela região.
Moradores apontam relação com o Córrego Cipoaba
À reportagem do Metrópoles, a moradora Mirna Evelyn afirmou que o risco estaria ligado a danos estruturais provocados pela proximidade das casas com o Córrego Cipoaba. Segundo ela, a própria vizinhança pediu a demolição diante da situação.
“Nós pedimos a demolição por causa do risco, não tinha mais salvação. Elas estavam correndo o risco de cair sobre alguém”, relatou. A moradora acrescentou que, até agora, ninguém soube apontar quem seria o responsável pelo problema.
Córrego tem histórico de obras e de problemas
O curso d’água já passou por intervenções de despoluição e por melhorias no sistema de esgoto, mas ainda enfrenta transbordamentos em períodos de chuva, assoreamento, acúmulo de lixo e ocupações irregulares no entorno.
A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) afirmou ter realizado inspeções na área e não ter encontrado irregularidades. Laudos técnicos elaborados pela Subprefeitura e pela própria companhia apontaram processos de erosão do solo que comprometem a estabilidade das construções.
Pelo menos dez imóveis devem ser derrubados
Em nota, a Prefeitura informou que 12 imóveis seguem interditados por apresentarem grande comprometimento estrutural e que ao menos dez deles devem ser demolidos nas próximas etapas da operação.
A intervenção contou com o apoio de diversas forças de segurança pública, além da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), da Enel, distribuidora de energia, e da Sabesp, que auxiliaram no isolamento e na segurança do local durante os trabalhos.
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