Home ComportamentoMotorista de aplicativo se recusa a levar criança autista em Belo Horizonte e mãe desabafa

Motorista de aplicativo se recusa a levar criança autista em Belo Horizonte e mãe desabafa

Após ser barrada, a mãe gravou a discussão, ouviu que deveria "comprar um carro" e levou o relato às redes, onde o vídeo se espalhou

por Luanna Silva
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Uma mãe usou as redes sociais para denunciar a recusa de um motorista de aplicativo em transportar sua filha, uma criança diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Belo Horizonte.

O relato, feito de forma emocionada, ganhou força na internet e reacendeu a discussão sobre respeito e inclusão de pessoas autistas. Segundo a mãe, o condutor teria desistido da corrida ao perceber que a menina usava um crachá de identificação de autista.

 

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O que a mãe relatou

De acordo com o relato, tudo começou quando ela deixava um posto de saúde com a filha e pediu um carro por aplicativo para voltar para casa. Ao chegar, o motorista teria informado que não faria o transporte por causa da condição da criança.

Ainda conforme a mãe, houve uma troca de palavras dentro e fora do veículo. Ela afirma que ouviu que deveria “comprar um carro” e que foi tratada de forma ofensiva, o que aumentou sua indignação.

O vídeo que viralizou

Inconformada, a mulher gravou parte da situação e publicou o registro em suas contas, mostrando a identificação da menina e questionando a conduta do condutor. As imagens se espalharam rápido e provocaram uma onda de manifestações de apoio à família.

Em entrevista ao portal Metrópoles, ela contou que, depois da publicação, passou a receber outros relatos semelhantes atribuídos ao mesmo profissional.

O posicionamento da empresa

Em nota, a Uber informou que iria apurar o ocorrido e explicou que não houve tempo suficiente para levantamento e verificação antes da divulgação da história. A plataforma não detalhou eventuais medidas até o momento.

O que prevê a legislação

No Brasil, a Lei 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, reconhece a pessoa com TEA como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, o que assegura proteção contra qualquer forma de discriminação.

A Lei Brasileira de Inclusão (LBI), de 2015, prevê ainda que praticar, induzir ou incitar discriminação em razão de deficiência é crime, com pena de reclusão de um a três anos, além de multa. Situações como essa podem ser denunciadas pelo Disque 100, canal gratuito de direitos humanos.

Histórias como essa mostram por que o respeito às diferenças precisa sair do papel. Acompanhe o Jornal Mix, ative as notificações e compartilhe esta reportagem para que mais pessoas saibam identificar e denunciar o capacitismo.

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