Um incêndio em uma UTI neonatal de um hospital em Amravati, no estado de Maharashtra, oeste da Índia, deixou três bebês prematuros m0rtos na madrugada de 24 de agosto.
Imagens de câmeras de segurança registraram momentos anteriores ao início das chamas. Na gravação, alarmes aparecem acionados e luzes vermelhas piscam na área externa da unidade neonatal.
Duas profissionais que estavam na região externa da unidade aparecem dormindo nas imagens. Depois de uma explosão, elas acordam e correm para tentar combater o incêndio utilizando extintores.
A gravação levantou questionamentos sobre o tempo de resposta à emergência e sobre as condições de segurança existentes no hospital no momento do incêndio.
Ao todo, 36 bebês foram retirados da unidade neonatal e transferidos para outros hospitais após o início do incêndio.
Segundo as informações divulgadas após a ocorrência, uma investigação identificou problemas nos sistemas de segurança contra incêndios. Entre as falhas apontadas estavam alarmes e sprinklers que não funcionavam.
A investigação também apontou que a casa de bombas utilizada pelo sistema de combate a incêndios estava trancada. Cinco funcionários foram suspensos após as conclusões iniciais, enquanto medidas foram iniciadas contra duas empresas.
A Comissão Nacional de Direitos Humanos da Índia, conhecida pela sigla NHRC, também solicitou informações às autoridades do estado de Maharashtra sobre o caso.
Um comitê formado por 11 integrantes apresentou suas conclusões sobre o incêndio, mas o relatório ainda não havia sido divulgado publicamente, segundo as informações disponíveis.
As circunstâncias do incêndio e as responsabilidades pelas falhas apontadas seguem sendo analisadas pelas autoridades indianas.
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