Um incêndio de grandes proporções atingiu uma fábrica de calçados na cidade de Jinjiang, na província de Fujian, no leste da China, na quinta-feira, 9 de julho de 2026, e deixou pelo menos 28 mortos, segundo a mídia estatal chinesa. As equipes de emergência trabalharam por horas para controlar as chamas.
Como o fogo se espalhou
De acordo com informações preliminares divulgadas por autoridades locais, o fogo começou no térreo do prédio e avançou rapidamente pelos andares superiores. Materiais e adesivos usados na fabricação de calçados, altamente inflamáveis, teriam acelerado a propagação das chamas.
Segundo a imprensa estatal, corredores e escadas estavam obstruídos por materiais estocados, o que dificultou a evacuação e o trabalho das equipes. Mais de 180 bombeiros e dezenas de veículos foram enviados ao local.
Resposta das autoridades
O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que o incêndio causou perdas humanas significativas e determinou esforço total de resgate, além da responsabilização dos culpados. O dono da empresa e outras pessoas foram detidos, e as contas da companhia, bloqueadas, informou a agência estatal Xinhua.
As causas exatas ainda são investigadas. O número de vítimas é preliminar e pode ser atualizado conforme o avanço da apuração.
Debate sobre segurança industrial
O caso reacendeu discussões sobre as condições de segurança em instalações industriais no país. Parte da opinião pública e veículos internacionais associam acidentes desse tipo a falhas de fiscalização e ao descumprimento de normas.
Entre os pontos levantados está o risco de edificações que reúnem, em um mesmo espaço, fábrica, depósito e alojamento, modelo que pode reduzir as rotas de fuga em uma emergência. Autoridades chinesas afirmam ter reforçado campanhas de prevenção após uma sequência de acidentes registrados no último período.
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