Home PolicialHomens simulam assalto como brincadeira e são baleados por policial de folga na Zona Leste de SP

Homens simulam assalto como brincadeira e são baleados por policial de folga na Zona Leste de SP

Os dois trabalhavam em um lava-rápido e teriam encenado a abordagem antes de entrar no local; o estado de saúde deles não foi divulgado.

por Amanda Beatriz Damascena
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Dois homens foram baleados na tarde desta segunda-feira (13) por um policial civil que estava de folga, em uma loja de veículos na Zona Leste de São Paulo, após simularem um assalto. Segundo o relato inicial da ocorrência, a dupla chegou em uma motocicleta e anunciou um falso roubo, o que levou o agente a reagir e efetuar disparos.

 

Encenação partiu de funcionários de um lava-rápido

De acordo com as informações preliminares, os dois homens trabalhavam em um lava-rápido e eram conhecidos dos proprietários do estabelecimento, onde tinham ido prestar um serviço. Antes de entrar no local, teriam decidido encenar a abordagem como forma de brincadeira.

Eles não sabiam que havia um policial armado ali dentro. O agente estava fora do horário de trabalho e negociava a compra de um carro no momento em que a dupla apareceu.

Estado de saúde e investigação

Os dois foram socorridos e levados a um hospital. Até a publicação desta reportagem, não havia informação oficial divulgada sobre o quadro clínico deles.

O caso será apurado pela Polícia Civil, que vai analisar todas as circunstâncias da ocorrência, incluindo a dinâmica dos disparos e a conduta de cada um dos envolvidos. Nenhuma versão está confirmada até a conclusão da investigação.

O que a lei chama de legítima defesa putativa

Situações como essa costumam ser examinadas à luz de um conceito jurídico específico, a legítima defesa putativa. Ela se aplica quando alguém reage a uma agressão que acredita, por erro, estar realmente acontecendo.

Na prática, a investigação precisa avaliar se a crença do agente era razoável diante do que ele viu e ouviu, e se a reação foi proporcional. Essa análise é feita caso a caso, com base em depoimentos, imagens e perícia, e cabe à Justiça a palavra final.

Por que simular um crime é grave

Encenações de roubo criam uma ameaça que parece verdadeira para quem está do outro lado. Quem é abordado tem frações de segundo para decidir, sem qualquer chance de checar se aquilo é uma piada.

O risco não se limita à reação de um policial. Vítimas em pânico podem se ferir ao correr, motoristas podem provocar acidentes ao fugir, e terceiros que passam pelo local podem acabar atingidos. Esse tipo de simulação também pode gerar responsabilização criminal para quem a promove, a depender do enquadramento dado pelas autoridades.

O Jornal Mix acompanha a apuração e publica aqui qualquer atualização sobre o estado de saúde dos envolvidos e sobre o andamento da investigação.

 

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