Sabe aquele momento de curtição no carnaval, quando você se enche de glitter e espalha brilho por onde passa? Adivinha só: o microplástico desse glitter não some quando você toma banho. Ele escorre pelo ralo, mas o destino dele vai te surpreender, e talvez te fazer pensar duas vezes antes do próximo mergulho na folia. Vem ver!
Por que o glitter é um problema invisível?
O segredo está no que pouca gente vê: o glitter comum é basicamente um microplástico revestido de alumínio. Quando cai no ralo, ele escapa dos filtros dos esgotos e acaba indo parar nos rios e mares. O motivo é simples: estudos mostram que esta partícula é pequena demais para a maioria das estações de tratamento reter. Por isso, vai direto para o meio ambiente, onde é confundida por alimentos por peixes e outros animais. Segundo especialistas em microplásticos no oceano, esses brilhinhos causam grandes impactos nos ecossistemas aquáticos e voltam para gente via cadeia alimentar.
- São ingeridas por peixes e outros organismos aquáticos.
- Podem acumular-se na cadeia alimentar, chegando até os humanos.
- Permanecem no ambiente por décadas, já que não se degradam facilmente.
Estudos recentes mostram que os resíduos da folia permanecem por meses: análises na Praia do Flamengo (RJ) encontraram glitter na areia oito meses após o Carnaval de 2025, evidenciando a persistência desse poluente.

O glitter causa impacto ambiental, e cientistas estão em busca de alternativas ecologicamente corretas. Imagem: Freepik
O que a ciência propõe
Pesquisadores e ambientalistas defendem alternativas mais seguras:
- Glitter biodegradável: feito de celulose vegetal, que se decompõe naturalmente.
- Pigmentos minerais: mica e outros minerais que produzem brilho sem plástico.
- Tintas corporais ecológicas: opções à base de água e pigmentos naturais.
Além disso, há campanhas de conscientização para reduzir o uso de glitter plástico e incentivar fabricantes a adotar materiais sustentáveis.
Exemplos práticos de alternativas
- Marcas brasileiras já oferecem “eco-glitter” de celulose, vendido em pó ou gel.
- Oficinas de blocos sustentáveis ensinam a produzir brilho com amido de milho e corantes naturais.
- Algumas cidades testam estações de lavagem de fantasias para evitar que resíduos caiam diretamente nos ralos.
Orientações para festas e blocos em 2026
Para curtir sem pesar no planeta:
- Prefira eco-glitter ou maquiagem sustentável.
- Evite lavar fantasias com glitter plástico em casa; se possível, retire o excesso antes.
- Incentive blocos e escolas de samba a adotar materiais biodegradáveis.
- Compartilhe informação: quanto mais foliões conscientes, menor o impacto coletivo.
Como evitar que o glitter vá parar nos oceanos?
- Enxugue o excesso. Depois da festa, em vez de lavar direto, use um pano úmido para tirar o máximo de glitter da pele. Junte tudo num recipiente, assim, você já impede boa parte de ir para o ralo.
- Use filtro no ralo. Coloque um filtro de café reutilizável (ou uma estrelinha de esponja) no ralo para segurar os microplásticos. Vai parecer pouco, mas cada partícula conta!
- Recolha o glitter do filtro. Junte e descarte no lixo comum, nunca no vaso sanitário ou jardim.
- Prefira glitter biodegradável. O próximo passo é simples: procure opções feitas de celulose vegetal. Assim, mesmo se um pouquinho escapar, o impacto ambiental será menor.
Seguindo esses passos, a gente ajuda a reduzir o número de microplásticos no meio ambiente e diminui muito o impacto do carnaval nos ecossistemas aquáticos.
Dica extra:
Você também pode produzir seu próprio “glitter” com sal grosso colorido com corante natural ou com pedacinhos de folhas secas trituradas. Dura menos, mas não prejudica a natureza!
Se na sua cidade tem coleta seletiva específica para resíduos não recicláveis, pergunte se dá para descartar o glitter por lá. Evite jogar restos de maquiagem no vaso sanitário, muitos desses produtos também liberam microplásticos!
Perguntas Frequentes
Glitter biodegradável é realmente melhor?
Ele se decompõe mais rápido por ação de microrganismos, reduzindo o acúmulo de resíduos persistentes na natureza. Ainda assim, é bom descartar corretamente.
Por que o glitter faz mal para os animais?
Animais aquáticos confundem microplásticos com alimento. Isso causa problemas digestivos, intoxicações e pode até chegar à nossa mesa pelos frutos-do-mar.
Qual a legislação sobre microplásticos?
No Brasil, ainda não existe lei federal que proíba glitter convencional, mas alguns países já restringem o uso. Mudanças podem acontecer conforme crescem os alertas ambientais.
Além do glitter, quais outros produtos liberam microplásticos?
Esmaltes, sabonetes esfoliantes com microesferas, e até roupas de poliéster, quando lavadas, soltam resíduos plásticos microscópicos.