Especialistas em segurança aquática e pediatria alertam que a boia circular, um dos itens mais comuns em piscinas e praias, é considerada o modelo inflável de maior risco de afogamento para crianças.
Por que a boia circular é considerada perigosa
O principal risco está na instabilidade do acessório. A boia vira com facilidade e pode deixar a criança de cabeça para baixo, sem conseguir se reposicionar sozinha na água.
Há ainda o perigo de a criança escorregar por dentro do orifício central e afundar. Se o material for perfurado, a flutuabilidade se perde rapidamente, o que transforma o brinquedo em uma armadilha.
Boias infláveis não são equipamentos de segurança
Entidades como a Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático) e o Corpo de Bombeiros reforçam que boias e flutuadores passam uma falsa sensação de proteção e não substituem um equipamento adequado.
A recomendação é optar por coletes salva-vidas ou coletes de espuma com certificação de órgãos de normas técnicas, como ABNT e Inmetro, que mantêm a cabeça da criança fora da água e não dependem de ar para funcionar.
Supervisão constante é a medida que salva vidas
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, nenhum acessório dispensa a presença de um adulto atento, sempre à distância de um braço da criança. O afogamento acontece de forma rápida e silenciosa, muitas vezes sem gritos ou barulho.
Dados da ONG Criança Segura indicam que o afogamento é uma das principais causas de morte entre crianças de 1 a 4 anos. A Sobrasa estima que o Brasil registre cerca de 15 mortes por afogamento a cada dia, número que costuma crescer no período de férias.
Além do equipamento correto, os especialistas indicam iniciar a natação infantil o quanto antes e cercar piscinas com barreiras de proteção. Prevenir, reforçam, é o caminho mais seguro para evitar tragédias.
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