Um dilema técnico chama atenção nos bastidores do Flamengo em 2026! Mesmo com a qualidade de Paquetá, Filipe Luís reluta em fixá-lo na função de volante. O debate sobre a melhor posição do jogador esquenta nos corredores do Ninho do Urubu, alimentando expectativas para os próximos compromissos decisivos do Rubro-Negro.
O time saiu com vitória de 3 a 0 sobre o Madureira, conquistando grande vantagem na semifinal do Campeonato Carioca, mas foi vaiado pelos torcedores presentes no Maracanã no intervalo. O rendimento além do esperado fez Filipe Luís apontar as causas do momento e expor o bastidor sobre a utilização de Paquetá, ampliando o debate sobre a montagem do meio-campo rubro-negro.
Pressão, confiança e função tática: o diagnóstico de Filipe Luís
Após a partida decisiva, Filipe Luís assumiu total responsabilidade pelo desempenho do Flamengo neste início de temporada. Em sua análise, fatores como confiança, ansiedade e a forte cobrança sobre o elenco influenciam diretamente na performance, dificultando a fluidez ofensiva e defensiva em campo.
O treinador ressaltou que a queda de rendimento tem ligação forte com o aspecto mental, e prometeu trabalhar intensamente para recuperar a confiança dos atletas e reaproximar o time do nível apresentado em 2025.

Veja o posicionamento do técnico diante dos questionamentos. Foto: ESPN
Por que Paquetá não se firma como volante?
Questionado sobre o papel de Paquetá, Filipe Luís destacou que evita posicioná-lo como volante por considerar a função o “coração” do time, exigindo leitura de jogo aguçada, alto poder de marcação e adaptação rápida às orientações táticas específicas.
“Os volantes da minha equipe têm funções muito específicas, são muitos detalhes, talvez seja o coração do time. É difícil para um menino que fazia tempo que não jogava aí ou jogou pouco jogos de volante ter todo esse conteúdo rápido e estar no mesmo nível que os outros. Mesmo assim, ele tem tanta qualidade que consegue gerar situações positivas para a equipe”, explicou o treinador após o triunfo no Maracanã.
Filipe Luís reforçou que prefere “soltar” Paquetá no último terço, potencializando sua capacidade de triangulação, chegada à área e finalizações, atributos considerados acima da média no elenco.
Prós e contras da decisão tática
Paquetá ainda demonstra tendência de recuar e buscar a bola nos pés, mas Filipe Luís insiste em mantê-lo mais avançado, aproveitando sua capacidade de construção e definição nas jogadas ofensivas. A escolha deixa o Flamengo menos previsível e amplia o arsenal criativo, porém também exige adaptações dos outros meias e volantes.
O treinador destaca que, apesar de ocasionalmente testar Paquetá como segundo volante no esquema 3-5-2, não vê vantagem em limitar os melhores recursos do camisa 20 em zonas menos próximas à área. Segundo ele, a sequência desgastante de jogos ao longo da temporada pode levar Paquetá a atuar em mais de uma faixa do campo, mas a prioridade segue sendo seu papel ofensivo e determinante próximo ao gol adversário.
Flamengo de olho nos próximos desafios
A decisão sobre a função de Paquetá segue como pauta interna, mas o foco imediato do elenco está na final da CONMEBOL Recopa. O Rubro-Negro recebe o Lanús nesta quinta-feira (26), às 21h30, no Maracanã, precisando vencer por pelo menos dois gols para levantar a taça. Caso a vitória seja simples, a decisão irá para os pênaltis.
Na sequência, o Flamengo encara o Madureira, em 2 de março, pelo Campeonato Carioca. Depois pega o Cruzeiro, dia 11 de março, pelo Brasileirão. Ambas as partidas já exigem concentração máxima, com o time buscando estabilidade mental e desempenho consistente sob pressão da torcida.
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