A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma resolução determinando o recolhimento imediato de um lote específico de sardinha congelada devido à detecção da bactéria Salmonella spp.. A medida, publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (29), afeta o produto “Peixe Congelado Sardinha Laje” e visa prevenir riscos de infecção alimentar.
A ação foi desencadeada após a própria empresa fabricante, a JMS Indústria e Comércio de Pescados, comunicar voluntariamente à agência sobre um laudo laboratorial com resultado insatisfatório. A análise detectou a presença do microrganismo em amostras do alimento, tornando-o impróprio para o consumo humano e motivando a rápida ação regulatória para proteger a saúde da população.

Medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (29).
Imagem: Agência Brasil
Produto específico e o lote recolhido
Para evitar o consumo, é fundamental que os consumidores verifiquem as informações na embalagem do produto que possuem em casa. A determinação da Anvisa se aplica exclusivamente ao seguinte item:
- Produto: Peixe Congelado Sardinha Laje (espalmada e eviscerada)
- Empresa: JMS Indústria e Comércio de Pescados
- Lote Afetado: 1309902244
A Anvisa determinou a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso de qualquer unidade pertencente a este lote. A empresa responsável já iniciou o processo de recolhimento voluntário para retirar os produtos das prateleiras e orientar os consumidores.
Salmonella: entenda os riscos e sintomas
A Salmonella spp. é um gênero de bactérias que representa um sério risco à saúde pública, sendo uma das principais causas de intoxicação alimentar em todo o mundo. A contaminação ocorre geralmente pela ingestão de alimentos contaminados, crus ou malcozidos, especialmente carnes, ovos e pescados.
A infecção, conhecida como salmonelose, manifesta-se com sintomas predominantemente gastrointestinais, que costumam aparecer entre 6 e 48 horas após o consumo do alimento. Os sinais mais comuns incluem:
- Dores abdominais e cólicas intensas;
- Diarreia;
- Febre;
- Náuseas e vômitos.
Embora a maioria dos casos se resolva em alguns dias com repouso e hidratação, a infecção pode ser grave para grupos vulneráveis. Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido correm maior risco de desenvolver complicações severas, como desidratação aguda e infecções sistêmicas, que podem exigir hospitalização e, em casos raros, levar à morte.
Comprou a sardinha? Veja o que fazer
Se você adquiriu o “Peixe Congelado Sardinha Laje” da empresa JMS Pescados, a primeira e mais importante recomendação é verificar o número do lote na embalagem. Caso corresponda ao lote 1309902244, o produto não deve, em hipótese alguma, ser consumido.
A orientação oficial é seguir estes passos:
- Interrompa o consumo: Guarde o produto em local separado para evitar o consumo acidental por outras pessoas.
- Entre em contato com o fabricante: A forma mais direta de obter informações sobre o procedimento de devolução ou descarte é contatar a empresa através do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), cujo contato geralmente está disponível no rótulo do produto.
- Procure o local da compra: O estabelecimento onde o produto foi adquirido também pode oferecer orientação sobre troca ou reembolso.
Caso encontre dificuldades para resolver a questão, o consumidor pode acionar os órgãos de defesa do consumidor, como o Procon de sua cidade ou estado.
O processo de recolhimento e a posição da empresa
O recolhimento de alimentos do mercado é um procedimento padrão quando se identifica um risco à saúde do consumidor. A medida está prevista na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 655/2022, que obriga as empresas a notificarem a Anvisa em até 48 horas após a ciência do problema.
Neste caso, a JMS Indústria e Comércio de Pescados Ltda. adotou o recolhimento voluntário, uma medida preventiva para retirar o lote do mercado de forma rápida e eficiente. Em nota oficial, a empresa informou que, ao identificar a contaminação, “adotou imediatamente todas as medidas sanitárias cabíveis” e comunicou proativamente tanto o cliente quanto os órgãos competentes.
A companhia também declarou que investigações internas e análises laboratoriais descartaram a contaminação no ambiente industrial, sugerindo que o problema foi um “evento pontual, com indícios de origem externa, possivelmente associada a fontes ambientais naturais”. A Anvisa acompanha todo o processo para garantir que as ações corretivas sejam implementadas e que novos casos sejam prevenidos.
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