Home PolicialAdolescente pula muro de cursinho, é confundido com criminoso e baleado por PM à paisana em João Pessoa

Adolescente pula muro de cursinho, é confundido com criminoso e baleado por PM à paisana em João Pessoa

O jovem foi levado a um hospital de emergência e está em estado estável; a corporação instaurou procedimento para apurar o caso.

por Amanda Beatriz Damascena
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Um adolescente de 17 anos foi baleado no ombro por um policial militar à paisana no bairro Pedro Gondim, em João Pessoa, nesta segunda-feira (13), após ser confundido com um criminoso. O estudante foi socorrido, está em estado de saúde estável e o caso será investigado pela Polícia Militar.

 

Grupo pulou o muro para sair antes do fim das aulas

Segundo relatos de testemunhas, o jovem e outros estudantes decidiram pular o muro de um cursinho para deixar o local antes do término das aulas. A movimentação chamou a atenção do policial, que estava fora do fardamento e acreditou estar diante de uma ação criminosa em andamento. Ele passou a perseguir o grupo pela rua.

O que mostram as imagens do circuito

Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo Notícia Paraíba registram o adolescente correndo pela via, levantando os braços em sinal de rendição e caindo no chão em seguida, instantes antes de ser atingido pelo disparo.

As imagens devem integrar o procedimento aberto pela corporação e são um dos principais elementos para reconstituir a sequência dos fatos.

Estado de saúde do estudante

O adolescente foi levado ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, onde recebeu atendimento. De acordo com a unidade, o quadro clínico dele é estável.

O que diz a Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar informou que instaurou procedimento para apurar as circunstâncias da ocorrência e a conduta do policial envolvido. Nenhuma conclusão foi divulgada até o momento, e o agente não teve o nome informado.

Procedimentos desse tipo servem para reunir depoimentos, laudos e imagens, definir se houve excesso e encaminhar o resultado às instâncias competentes. A palavra final sobre eventual responsabilização cabe à Justiça, e não à própria corporação.

Identidade do adolescente é protegida por lei

Por se tratar de uma vítima com menos de 18 anos, o caso corre sob as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que veda a divulgação de nome, imagem e qualquer dado que permita identificar o jovem envolvido.

Essa proteção vale independentemente da posição dele na história, seja como vítima, testemunha ou suspeito, e existe para evitar exposição e prejuízos duradouros a quem ainda está em formação.

O Jornal Mix acompanha a apuração e atualiza esta página com o resultado do procedimento e com qualquer nova informação sobre o estado de saúde do estudante.

 

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