Home ComportamentoCrianças autistas em espaços compartilhados: o que a lei garante e como acolher no dia a dia

Crianças autistas em espaços compartilhados: o que a lei garante e como acolher no dia a dia

A Lei Berenice Piana reconhece a pessoa autista como pessoa com deficiência. Em caso de risco, Conselho Tutelar e Disque 100 recebem denúncias com sigilo

por Amanda Beatriz Damascena
A+A-
Reiniciar

Cerca de 2 milhões de brasileiros estão dentro do espectro autista, segundo estimativas citadas por entidades da área, um dado que reforça a importância de espaços coletivos mais acolhedores. Ambientes compartilhados, como elevadores e áreas comuns de condomínios, pedem atenção redobrada com crianças autistas.

 

O que é o Transtorno do Espectro Autista

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) reúne condições que afetam a comunicação, o comportamento e o processamento sensorial. Como o próprio nome indica, é um espectro, então cada pessoa apresenta características e necessidades próprias.

Muitas crianças autistas têm sensibilidade a barulhos, luzes e espaços fechados e podem se sentir sobrecarregadas em situações novas ou tensas. Um episódio estressante pode afetar o sono, a rotina e a comunicação nos dias seguintes.

Como tornar os espaços mais seguros e acolhedores

Em locais coletivos, pequenas atitudes fazem diferença: manter a calma, falar em tom tranquilo, respeitar o espaço da criança e evitar contato forçado. A presença de um adulto responsável por perto ajuda a prevenir situações de risco.

Vizinhos e frequentadores também podem contribuir com paciência e empatia, entendendo que reações diferentes fazem parte do jeito de cada criança lidar com o ambiente. Acolhimento e informação reduzem conflitos e constrangimentos.

Direitos garantidos por lei

A Lei 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, reconhece a pessoa com autismo como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais e institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA. Crianças e adolescentes autistas também têm assegurados os direitos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Isso inclui acesso à saúde, à educação e à proteção social, além do respeito à dignidade em qualquer ambiente. Garantir esses direitos é uma responsabilidade de toda a sociedade.

Onde buscar ajuda

Famílias que testemunhem ou sofram qualquer situação de risco ou violação de direitos de uma criança podem acionar o Conselho Tutelar do município e o Disque 100, o Disque Direitos Humanos. Os canais recebem denúncias com sigilo e encaminham os casos aos órgãos responsáveis.

No Jornal Mix a gente mistura informação com o que constrói uma sociedade melhor: respeito e inclusão. Compartilha essa mensagem e ajude a tornar cada espaço mais acolhedor para todas as crianças.

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por Jornal Mix (@jornalmixbr)

Gostou? Então não fica de fora!

Siga o Jornal Mix nas redes e receba as notícias quentes em primeira mão. Misturou. Deu notícia. Tá no Mix!

Instagram TikTok YouTube X (Twitter) Facebook

Deixe sua Avaliação!

Compartilhe sua reação

Você também pode gostar

Deixe um comentário