Home PolicialJeito inusitado de delegado abordar suspeitos para a prisão chama atenção na internet

Jeito inusitado de delegado abordar suspeitos para a prisão chama atenção na internet

Coordenador do Draco, o policial ficou conhecido por gravar e publicar suas operações, mas a postura virou alvo de recomendação do Ministério Público.

por Luanna Silva
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O delegado Charles Pessoa, coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil do Piauí (PCPI), virou destaque nas redes sociais pela forma inusitada como conduz a abordagem de suspeitos durante operações.

 

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O estilo que transformou o delegado em fenômeno na internet

Em vídeos bem produzidos, com áudio e imagens captados de perto, o policial aparece tratando o momento da captura quase como uma “convocação”. Em algumas gravações, ele chega a cumprimentar o investigado antes de efetuar a detenção.

A postura, somada à edição cuidadosa e às falas voltadas para o público, ajudou a transformar o agente em uma espécie de delegado “influencer”, com grande alcance nas plataformas digitais.

Quem é Charles Pessoa

À frente do Draco, setor responsável pelo combate ao crime organizado no estado, o delegado coordena ações contra facções e investigados foragidos da Justiça. As operações costumam ser divulgadas em seu próprio perfil logo após o cumprimento dos mandados.

Segundo relatos, o trabalho rendeu reconhecimento popular, mas também abriu um debate sobre os limites da exposição de pessoas presas em conteúdos de internet.

Ministério Público entra no caso

O Ministério Público do Piauí (MPPI) recomendou que o delegado interrompa a divulgação de conteúdos envolvendo presos nas redes sociais. Entre os pontos citados estão a exposição de detidos em situações consideradas constrangedoras e o uso da estrutura policial em publicações de grande repercussão.

De acordo com o órgão, a medida não impede a comunicação institucional oficial da corporação. O delegado teve prazo para informar se acataria a orientação e quais providências adotaria.

Repercussão

O caso reacendeu a discussão sobre o equilíbrio entre transparência das ações policiais e a preservação de direitos dos investigados, tema que segue dividindo opiniões entre internautas e especialistas em segurança pública.

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