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Deolane Bezerra é presa por suspeita de ligação com o PCC

Ministério Público aponta suposta lavagem de dinheiro com vínculos familiares do PCC em operação que envolve Deolane Bezerra.

por Leandro Macedo
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Deolane Bezerra de cabelo preso e blusa preta, rodeada por microfones do SBT e celulares de jornalistas em área externa

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi presa preventivamente em 21 de maio de 2026 em Barueri (SP) durante operação da Polícia Civil de São Paulo, que investiga suspeita de ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). O Ministério Público de São Paulo informou que a ação também cumpriu outros cinco mandados de prisão preventiva, incluindo contra Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelo órgão como líder da facção criminosa.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, a operação teve como foco transferências financeiras envolvendo familiares de Marcola. As autoridades investigam movimentações que teriam sido feitas por Deolane Bezerra a partir de contas bancárias próprias e de uma transportadora suspeita de servir para lavagem de dinheiro ligada à família Camacho. O bloqueio cautelar de veículos avaliados em R$ 8 milhões e o congelamento de valores superiores a R$ 300 milhões foram determinados sobre bens dos alvos do inquérito.

A investigação atribui a Deolane Bezerra o uso de sua notoriedade e capacidade financeira como meios para ocultar transações de altos valores, dificultando a rastreabilidade dos recursos. Conforme apuração inicial, uma das frentes da apuração é a suposta utilização de empresas em nome de terceiros (laranjas) para operar valores de origem ilícita.

O Ministério Público de São Paulo acrescenta que as apurações se fundamentam em registros bancários, depoimentos e análises documentais. Até o momento, a defesa de Deolane Bezerra não apresentou manifestação pública sobre a prisão da advogada.

Principais pontos da investigação e detalhes das suspeitas

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a transportadora foco das investigações está próxima ao presídio de Presidente Venceslau (SP) e seria comandada por pessoas próximas à facção criminosa. Desde 2022, os responsáveis já foram indiciados por lavagem de dinheiro e associação ao tráfico. O MP detalha que a empresa teria sido utilizada para transferências financeiras relacionadas a familiares de Marcola, com depósitos repassados a contas de Deolane Bezerra.

Durante a operação, foi apurada também uma conexão indireta entre Deolane Bezerra e integrantes do PCC por meio do aluguel de imóveis em São Paulo. O investigado Everton de Sousa, o “Gordão”, declarou em interrogatório que alugava apartamento de propriedade de Deolane e pagava, segundo registros do inquérito, R$ 5 mil mensais. Tanto Everton quanto sua esposa afirmaram que o contrato foi realizado sem formalização escrita.

Histórico de prisões anteriores e processos relacionados

Esta não é a primeira prisão preventiva de Deolane Bezerra por suposto envolvimento em crimes financeiros. Conforme dados do Ministério Público de Pernambuco, em 2024, ela havia sido presa com a mãe em operação relacionada à lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Ambas foram liberadas após decisão judicial para responder em liberdade, desde que cumprissem medidas cautelares.

Na ocasião, a investigação apontou migração de operadores do jogo do bicho, atividade considerada ilegal no Brasil, para o setor de jogos online. O processo levou ainda à prisão preventiva de executivos do segmento de apostas, segundo o Ministério Público de Pernambuco.

Deolane Bezerra caminha em lobby de hotel usando top cropped brilhante e calça jeans com pedras, segurando bolsa azul

Deolane foi presa na operação que investiga lavagem de dinheiro para o PCC. Imagem: Banda B

Posicionamento da defesa, reações e próximos passos judiciais

Declarações da defesa

Daniele Bezerra, irmã e advogada de Deolane, afirmou em publicação nas redes sociais que considera as acusações baseadas em “ilações, narrativas e perseguições”. Afirmou que a prisão resulta do que definiu como tentativa de transformar suposições em condenação midiática. Não foi divulgado posicionamento formal à imprensa ou detalhes sobre tentativa de revogação da prisão preventiva até o momento.

Medidas do Ministério Público e impacto financeiro das decisões

O Ministério Público de São Paulo solicitou bloqueio judicial de bens de todos os investigados, incluindo veículos, imóveis e quantias superiores a R$ 300 milhões sob suspeita de origem ilícita. Todas as medidas seguem em análise pela Justiça do estado.

Linha do tempo: investigações, processos e operações anteriores

Segundo registros informados pelo Ministério Público, a relação de Deolane Bezerra com casos judiciais envolvendo crimes financeiros é anterior ao episódio de maio de 2026. Os principais eventos incluem:

  • Outubro de 2021: Interrogatório de Everton de Sousa, conhecido como “Gordão”, menciona aluguel de apartamento de Deolane em São Paulo.
  • 2022: Indiciamento de dupla responsável pela transportadora em Presidente Venceslau por lavagem de dinheiro e associação ao tráfico.
  • 2024: Prisão preventiva de Deolane e sua mãe em Pernambuco, seguida de resposta judicial com concessão de prisão domiciliar e posterior revogação das medidas cautelares após 20 dias.
  • Maio de 2026: Nova prisão preventiva no âmbito da operação deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público estadual.

O desdobramento das investigações depende de novos laudos periciais, análise detalhada das movimentações financeiras e eventuais manifestações da defesa. A Justiça de São Paulo avaliará os pedidos de revogação da prisão preventiva e as solicitações do Ministério Público nos próximos dias.

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