Home PolicialAos 18 anos, jovem simula o próprio sequestro e envia ameaças de morte ao namorado

Aos 18 anos, jovem simula o próprio sequestro e envia ameaças de morte ao namorado

Caso mobilizou equipes da Polícia Civil.

por Thaís Reis
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Mulher fala ao celular com expressão de medo em ambiente noturno

Uma jovem de 18 anos foi localizada pela Polícia Civil após simular o próprio sequestro. O caso veio à tona na terça (19), depois do registro do desaparecimento dela pelo pai e da apresentação de mensagens com ameaças de morte pelo namorado na delegacia do município no sudoeste da Bahia.

A investigação descobriu que a suposta vítima nunca esteve em situação de cativeiro. A Polícia Civil instaurou o procedimento previsto pela legislação brasileira para o caso identificado pelas equipes após a conclusão das diligências de inteligência feitas pela região.

Confira a seguir o que a investigação descobriu sobre o falso sequestro, o enquadramento legal aplicado pela Polícia Civil e a atuação das equipes especializadas pela conclusão do caso.

O desaparecimento comunicado pelo pai à polícia

O caso começou na manhã de segunda-feira pela ida do pai à delegacia. O responsável familiar relatou às autoridades a impossibilidade de contato com a filha pelos canais usuais e pediu ajuda pela localização da jovem, com indicação de que já havia procurado em diversos locais sem sucesso.

Os passos iniciais da família foram:

  • Tentativa de contato pelos aplicativos de mensagem usados pela jovem
  • Buscas em hospitais e unidades de saúde da região pelo paradeiro
  • Visitas às residências de parentes e amigos próximos pela cidade
  • Registro do Boletim de Ocorrência pela falta de informações durante o dia inteiro

A identidade da jovem não foi divulgada pelo órgão policial responsável. A preservação do nome segue os critérios usuais adotados pela Polícia Civil para os casos envolvendo cidadãos sem condenação criminal anterior, com proteção da imagem pela fase ainda inicial do procedimento.

As mensagens ameaçadoras recebidas pelo namorado

Enquanto a família registrava o desaparecimento pela manhã, o namorado da jovem também procurou a unidade policial pela tarde. O rapaz levou para a delegacia mensagens recebidas pelo celular dele com referências a um suposto crime em andamento contra a companheira pela cidade do interior baiano.

O conteúdo apresentado às autoridades incluía:

  • Mensagens enviadas por aplicativo a partir de número desconhecido pela tela
  • Ameaças de morte direcionadas tanto à jovem quanto ao próprio namorado
  • Referências a um suposto caso de extorsão mediante sequestro pela cidade
  • Exigências relacionadas a um possível resgate pelo desfecho da situação

A combinação entre o desaparecimento informado pela família e as ameaças apresentadas pelo namorado elevou imediatamente a gravidade da ocorrência. O plantão policial classificou o caso como prioritário pela tarde de segunda-feira e acionou as equipes especializadas pela continuidade das diligências pela cidade.

O que a investigação descobriu sobre o falso sequestro

As ações de inteligência apontaram inconsistências pelo conjunto de evidências apresentado pelas duas partes. Os investigadores compararam a linha do tempo do relato do pai com a versão entregue pelo namorado e identificaram detalhes incompatíveis com o cenário descrito pelas mensagens recebidas pelo rapaz.

As principais constatações da apuração policial foram:

  • Ausência total de restrição de liberdade da suposta vítima pela cidade
  • Origem das mensagens em um celular alternativo controlado pela própria jovem
  • Localização da suspeita em residência do bairro São Francisco em Guanambi – Bahia
  • Presença de amigos pelo local sem qualquer sinal de violência física aparente

A jovem foi localizada na madrugada da terça-feira pelas equipes que trabalhavam o caso. Durante o depoimento prestado pela suspeita às autoridades, ficou claro que a motivação pela simulação estava ligada a desentendimentos amorosos ocorridos na noite anterior em um evento festivo realizado pela cidade.

As mensagens recebidas pelo namorado foram enviadas pela própria jovem por meio de uma linha telefônica alternativa controlada por ela. A manobra usada pela autora para a transmissão das ameaças tinha como objetivo configurar um cenário falso de crime grave pela percepção do rapaz envolvido na briga anterior.

Agentes da Polícia Civil durante investigação


Veja o enquadramento legal da falsa comunicação de crime e as consequências previstas. Imagem: Jornal Mix

O enquadramento legal da falsa comunicação de crime

A Delegacia Territorial de Guanambi instaurou um Termo Circunstanciado de Ocorrência pela conclusão das diligências. O TCO é o instrumento adotado pela legislação brasileira para registrar infrações de menor potencial ofensivo e dar andamento ao caso pelo Poder Judiciário pela continuidade do processo.

Os efeitos imediatos do enquadramento são:

  • Registro formal da ocorrência como falsa comunicação de crime pela legislação
  • Continuidade das diligências pela apuração de eventual participação de terceiros
  • Possibilidade de medidas pelo Poder Judiciário pela legislação aplicável ao caso
  • Investigação sobre eventual uso de linha telefônica de terceiros pela autora

As investigações seguem em curso pelos canais oficiais da Polícia Civil baiana. As autoridades apuram detalhes complementares sobre o caso, incluindo a possibilidade de participação de outras pessoas no envio das mensagens ameaçadoras pela cidade do sudoeste baiano, pelo período investigado pela equipe técnica designada.

A atuação das equipes da Polícia Civil baiana

Três estruturas distintas da Polícia Civil atuaram pela conclusão rápida do caso. A combinação entre o atendimento local pela delegacia da cidade e o apoio especializado pelas equipes regionais foi decisiva para a identificação da fraude e para a localização da jovem em menos de 24 horas pelo registro inicial da família.

As equipes envolvidas nas diligências foram:

  • Delegacia Territorial pela cidade pelo atendimento inicial à família e ao namorado
  • 22ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior pela coordenação regional
  • Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação pelo apoio especializado pelas pistas
  • Plantão policial pela gestão imediata da ocorrência classificada como prioritária

Os contatos da Polícia Civil baiana estão disponíveis para denúncias sobre situações semelhantes pelo cidadão comum. Qualquer pessoa pode acionar o Disque Denúncia pelo número 181, com sigilo garantido pelo canal oficial mantido pelo governo do estado, pelas regiões atendidas pela rede de segurança pública.

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