Home Saúde e Bem-estarNovo caso de Mpox no Brasil acende alerta; saiba os riscos pós-Carnaval

Novo caso de Mpox no Brasil acende alerta; saiba os riscos pós-Carnaval

Em janeiro, São Paulo registrou 43 casos confirmados de varíola com base em 161 notificações.

por Gabriela Machado
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Braços de pessoa exibindo diversas lesões avermelhadas e bolhas associadas à mpox

Um diagnóstico recente de Mpox em Porto Alegre tem levantado questionamentos sobre a segurança após o Carnaval — a doença ainda circula, mesmo fora dos grandes centros urbanos. Situações de contato próximo, comuns em festas e celebrações, podem influenciar o número de casos, mas você sabe reconhecer os riscos e sinais de atenção?

Em janeiro, São Paulo registrou 43 casos confirmados da varíola a partir de 161 notificações, distribuídas em municípios como Campinas, Santos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e a própria capital. Porto Alegre confirma novo caso logo depois, revelando que a transmissão permanece ativa no país, embora sem sinais de emergência.

Segundo o infectologista Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, “o registro de novos casos demanda vigilância contínua, mas não configura epidemia como em 2022”.  A infectologista Giovanna Marssola, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, reforça: “O quadro atual evidencia circulação do vírus e a necessidade de manter monitoramento ativo”.

Até o momento, não há evidências de transmissão descontrolada. No entanto, se você esteve exposto durante as festas, é importante redobrar a atenção aos sintomas. Confira a seguir o que muda na sua rotina e como se proteger, além de proteger quem está ao seu redor.

Entenda o que é mpox e por que ela preocupa de novo

Mpox, anteriormente chamada de “varíola dos macacos”, é uma infecção causada por um vírus da família Orthopoxvirus. Apesar do nome antigo, a transmissão entre humanos ocorre de forma independente do contato direto com macacos. Casos recentes no Brasil mostram que a preocupação não ficou no passado: a confirmação em Porto Alegre reflete a necessidade de atenção, especialmente após eventos com aglomeração.

O vírus da mpox tem dois grupos principais (clados): o I, associado a quadros mais graves, e o II, geralmente causando sintomas mais leves. A transmissibilidade não se compara à de vírus respiratórios como gripe ou covid, mas eventos que promovem contato próximo aumentam o risco de transmissão.

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Carnaval e aglomerações podem elevar contágio?

Festividades como o Carnaval trazem alegria, mas também aumentam o potencial de disseminação de doenças infecciosas. Segundo Weissmann, ambientes com alto grau de proximidade e contato físico — como festas, blocos e casas cheias — favorecem a transmissão da mpox. Beijos prolongados, contato íntimo ou compartilhamento de objetos pessoais (copos, toalhas, maquiagem) requerem cautela, especialmente se houver lesões de pele presentes.

 Foliões fantasiados dançam e cantam em bloco de Carnaval com trio elétrico no Pelourinho

As aglomerações durante o Carnaval podem aumentar os riscos de transmissão da mpox.
Imagem: Jornal Mix

Marssola alerta que, nas semanas seguintes às festas, é possível haver aumento de casos, e a orientação é isolar-se se surgirem sintomas. Apesar disso, cabe ressaltar que a mpox não se propaga com a rapidez de vírus transmitidos pelo ar.

Como a mpox se espalha no dia a dia

A principal via de transmissão é o contato direto com lesões de pele infectadas, fluidos corporais (saliva, pus) e secreções respiratórias quando há proximidade prolongada. O contágio por superfícies compartilhadas, como roupas de cama ou objetos pessoais, também pode acontecer, principalmente se não houver higienização adequada.

O convívio social rotineiro representa menor risco quando não há contato íntimo ou exposição a feridas abertas. Festas, casas noturnas e encontros íntimos, porém, requerem atenção intensificada. Para pessoas com imunidade mais baixa — como idosos, gestantes ou quem tem HIV não controlado —, o cuidado deve ser ainda maior.

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Quem está mais exposto

Todas as faixas etárias podem adoecer, com quadros potencialmente mais graves em crianças, gestantes, idosos e imunossuprimidos. Nesses grupos, o monitoramento dos sintomas após exposição a aglomerações é fundamental.

Sintomas: sinais para observar após exposição

A mpox pode ser confundida facilmente com outras doenças de pele. O sintoma mais marcante é a formação de lesões cutâneas (que passam de manchas a bolhas e, depois, crostas), além de ínguas (gânglios inchados), febre, dor de cabeça, cansaço e dores musculares.

Ilustração mostra sintomas da Mpox incluindo dor de cabeça, bolhas, febre, linfonodos inchados e dores musculares

Identifique rapidamente os sintomas mais comuns da Mpox e saiba quando buscar avaliação médica ao perceber alterações no corpo.
Imagem: Jornal Mix

Podem surgir também calafrios e sensação de fraqueza. As lesões são doloridas e surgem tanto no corpo quanto em regiões de contato íntimo. Muitas vezes, aparecem antes ou junto dos sintomas gerais.

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As lesões da mpox costumam evoluir em etapas (mancha → bolha/pústula → crosta), e a presença de aumento de gânglios é diferencial. Com dúvida, o ideal é buscar avaliação médica para diagnóstico correto.

O que fazer: diagnóstico e tratamento

Busque serviço de saúde ao apresentar sintomas ou se tiver contato próximo com pessoa diagnosticada. O exame PCR (feito com amostras das lesões) confirma a presença do vírus. Não compartilhe objetos, evite contato físico e oriente isolamento até avaliação.

O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa: repouso, hidratação e analgésicos para controle dos sintomas, além de higiene cuidadosa das lesões. Casos graves, especialmente em pessoas com imunidade reduzida, podem demandar hospitalização e antivirais específicos, mediante orientação médica.

O conteúdo acima é informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde. Em situações de dúvida, emergência ou agravamento dos sintomas, procure uma unidade de saúde do SUS ou serviço particular imediatamente.

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