Na última quarta-feira (4), a cidade de Feira de Santana, na Bahia, foi palco de uma operação policial que resultou na prisão de uma mulher de 43 anos, acusada de abusar sexualmente de uma criança de apenas 3 anos. Segundo informações confirmadas pela Polícia Civil, a mulher atuava como babá e teria cometido o crime durante o período em que estava responsável pelos cuidados da criança.
Investigação e provas registradas por babá eletrônica
A apuração do caso teve início quando imagens de uma babá eletrônica instalada na residência capturaram os abusos praticados pela suspeita. As gravações, consideradas contundentes, foram anexadas ao inquérito policial e serviram de base para o pedido e concessão da prisão preventiva da babá.
Depois de capturada em sua residência e sem oferecer resistência, a mulher seguiu para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passou por exames periciais. Em seguida, foi conduzida ao Complexo de Delegacias do Sobradinho, ficando presa e à disposição das autoridades judiciais.

Polícia Civil da Bahia deflagra operação que levou à prisão de babá.
Imagem: Ascom/ PC BA
Procedimentos legais e proteção à criança
Os agentes cumpriram todos os protocolos previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), garantindo que a vítima tenha atendimento psicológico e social. A Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), com apoio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Feira de Santana, liderou a operação, evidenciando a integração policial regional e o esforço para combater crimes contra menores.
Posicionamento da defesa e andamento do processo
O advogado da investigada, Peron Vitor, informou que a cliente nega envolvimento e ressaltou que todas as provas ainda aguardam análise técnica. O defensor frisou que a babá coopera com a investigação e, até o momento, responde apenas como investigada, não tendo sido condenada.
Acompanhamento e próximos passos do caso
A suspeita realizou audiência de custódia na sexta-feira (6) e será transferida ao Conjunto Penal de Feira de Santana. As autoridades reforçaram a importância da cautela e do sigilo para proteger a criança e preservar provas. Enquanto isso, a vítima permanece sob cuidados do serviço psicossocial municipal, como determina a legislação.
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