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Terremoto de magnitude 7,1 atinge sul do Japão: mais de 150 mil pessoas vão para abrigos

Explosão em shopping, alerta de tsunami e mobilização de emergência marcam maior tragédia sísmica recente em Kumamoto

por Giovanna Costa
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Visão aérea do Aeon Mall devastado, com parte do prédio destruído e escombros espalhados pelo chão

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão e deixou mortos, feridos e milhares de pessoas evacuadas após fortes tremores. O abalo ocorreu em 28 de maio de 2026, em Kumamoto, na região de Kyushu, e mobilizou equipes de emergência, enquanto autoridades avaliavam os impactos e os danos causados.

O que se sabe sobre o impacto imediato do terremoto?

Pelo menos 50 pessoas ficaram feridas e há confirmação de mortos após o terremoto de magnitude 7,1 na província de Kumamoto. O abalo atingiu uma profundidade de apenas 10 km, causando danos acentuados em casas, prédios públicos e infraestrutura de transportes. Entre as ocorrências mais graves está o desabamento parcial do shopping Aeon Mall, em Kashima, após uma explosão.

Imagens aéreas transmitidas pela mídia japonesa mostraram ruínas e fumaça no local do shopping, com o registro de 20 a 30 trabalhadores desaparecidos, cujo paradeiro era desconhecido na atualização mais recente. As operações de resgate concentram esforços para localizar pessoas sob os escombros.

A força de emergência mobilizada pelo governo atua em conjunto com as prefeituras atingidas em Kyushu, incluindo Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, para coordenar abrigo, assistência médica e alimentação aos afetados.

Como foi o terremoto segundo a Agência Meteorológica Japonesa?

O terremoto ocorreu próximo às cidades de Kumamoto e Uki. O epicentro superficial, a apenas 10 km de profundidade, potencializou o impacto sobre estruturas e a população, segundo a JMA. O país emitiu alerta de tsunami para ondas de até 1 metro, mas o risco foi descartado cerca de duas horas depois, sem registros de anormalidades em usinas nucleares na área afetada.

O fenômeno foi sentido em diferentes províncias e chegou a provocar pequenos tremores na vizinha Coreia do Sul. De acordo com o órgão meteorológico, abalos secundários e instabilidade são esperados pelos próximos dias, aumentando o grau de atenção na região.

Por que o Japão é tão suscetível a terremotos de magnitude elevada?

O Japão está localizado no chamado “Anel de Fogo”, um cinturão de intensa atividade sísmica que responde por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou superior em todo o mundo. A posição geográfica do país explica a frequência e intensidade dos abalos, que ocorrem aproximadamente a cada cinco minutos em diferentes pontos do território japonês.

Mesmo com rígidas normas de construção e preparo da população, tremores de grande intensidade continuam sendo uma ameaça constante, testando os sistemas de resposta de emergência e resiliência dos habitantes.

Resposta do governo japonês e consequências para a população

Durante uma declaração à imprensa realizada em seu gabinete, em Tóquio a primeira ministrado japão, Sanae Takaichi declarou que a prioridade é salvar vidas, assegurar o resgate de pessoas presas e prestar todo o suporte necessário a feridos e desabrigados. O poder público montou uma força-tarefa com equipes médicas, bombeiros, polícia e defesa civil atuando em conjunto.

Cerca de 300 mil pessoas foram orientadas a deixar suas casas. Mais de 150 mil buscaram abrigo em estruturas oficiais, ginásios e prédios públicos preparados para acolher a população. Regiões costeiras tiveram evacuação intensificada na sequência do alerta de tsunami e por risco de novos tremores.

Fachada do Aeon Mall parcialmente destruída, escombros caídos, viaturas e destroços no estacionamento

Até o último boletim, havia ao menos 50 pessoas feridas e confirmação de mortos. Imagem: Reuters / BBC News Brasil.

Consequências para a infraestrutura e relatos de sobreviventes

Cortes de energia afetaram milhares de residências, estradas e pontes sofreram danos estruturais, e os serviços ferroviários, inclusive o trem-bala Shinkansen operado pela JR Kyushu, foram suspensos. Passageiros a bordo do trem-bala relataram ferimentos e susto com o abalo repentino.

Nas redes sociais, vídeos e fotos mostram pontos turísticos tradicionais como o Castelo de Kumamoto envolvidos por poeira e destroços, enquanto moradores relatam sensação de pânico e movimentação intensa das equipes de resgate.

Possibilidade de novos tremores e medidas preventivas

A JMA alertou para a possibilidade de outro grande terremoto atingir o país nos próximos três dias, consideração baseada tanto na magnitude quanto na baixa profundidade do tremor inicial. Autoridades reforçam a necessidade de permanecer vigilante, seguir orientações oficiais e evitar áreas costeiras ou edificações frágeis.

Apesar da gravidade do evento, não foram registradas anormalidades em instalações nucleares da região, o que reduziu parte da preocupação de contaminantes radiológicos, frequente em episódios sísmicos no país.

Histórico de grandes terremotos na região de Kumamoto

Kumamoto já foi cenário de outro terremoto devastador há dez anos, que deixou 275 mortos e 2.700 feridos. O trauma local reforça a mobilização e preparo das autoridades, além do fortalecimento de estratégias para enfrentar novos abalos.

Comparações com eventos passados ressaltam avanços na resposta médica, organização dos abrigos e agilidade no alerta à população, fatores que contribuem para mitigar impactos ainda maiores.

Como a população japonesa reage a eventos de grande escala?

Muitos moradores já têm rotinas de preparação para emergências, seguindo recomendações sobre pontos de evacuação, kits de sobrevivência e procedimentos em caso de terremoto. Relatos de solidariedade, entrega de mantimentos e apoio mútuo entre vizinhos são frequentes. No entanto, o medo de abalos secundários e a preocupação com familiares mantêm o clima de tensão em Kumamoto e cidades vizinhas.

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