Home MundoPríncipe saudita de 29 anos morreu em hotel de luxo de Londres por parada cardíaca, conclui inquérito

Príncipe saudita de 29 anos morreu em hotel de luxo de Londres por parada cardíaca, conclui inquérito

Exames toxicológicos apontaram concentração de álcool quase três vezes acima do limite para dirigir na Inglaterra, além de GHB e ansiolíticos

por Amanda Beatriz Damascena
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Um inquérito da Justiça britânica concluiu que o príncipe saudita Abdullah bin Fahad bin Abdullah bin Abdulaziz bin Jalawi al Saud, de 29 anos, morreu de parada cardíaca provocada pela mistura de bebida alcoólica com outras substâncias em um hotel de luxo de Londres. O corpo foi encontrado em 25 de novembro de 2025, e as conclusões da investigação só foram divulgadas em julho de 2026.

 

Corpo foi localizado no banheiro de um quarto em Kensington

Segundo o inquérito, conduzido pela corte do legista de Inner West London, o integrante da família real da Arábia Saudita estava hospedado no Marriott Hotel, no bairro de Kensington, região oeste da capital britânica.

Ele havia feito o check-in seis dias antes e pretendia permanecer no local por uma semana. Uma funcionária da limpeza encontrou o hóspede caído depois que o quarto seguiu trancado. Equipes de emergência foram acionadas, mas não conseguiram reanimá-lo.

Perícia identificou GHB, cannabis e medicamentos ansiolíticos

O exame toxicológico registrou 222 miligramas de álcool por 100 mililitros de sangue, índice quase três vezes superior ao limite permitido para dirigir na Inglaterra.

Os peritos também detectaram níveis potencialmente fatais de GHB, sigla de gama-hidroxibutirato, substância conhecida como droga da festa, além de vestígios de cannabis, alprazolam (Xanax) e outros ansiolíticos em doses terapêuticas. A causa médica registrada foi a ingestão de múltiplas substâncias.

Príncipe havia passado por tratamento contra dependência química

Durante a audiência, foi informado que Abdullah enfrentava problemas ligados ao consumo de bebida e de medicamentos controlados. Em agosto de 2025, ele foi internado na clínica Priory, em Roehampton, referência britânica em dependência química e saúde mental.

O tratamento teve continuidade na unidade de reabilitação Rainford Hall, em Merseyside, no noroeste da Inglaterra, com alta em 14 de outubro daquele ano. A psiquiatra Victoria Chamorro, que acompanhou o caso, afirmou que o paciente respondeu bem à terapia, mantinha contato com amigos e havia agendado consultas de acompanhamento por videoconferência.

Investigação afastou a participação de terceiros

A assistente do legista, Jean Harkin, declarou que não foram reunidos elementos que apontassem para a ação de outras pessoas. Imagens das câmeras de segurança mostraram que ele retornou desacompanhado ao prédio na noite anterior e só saiu novamente para fumar um cigarro.

Os investigadores não localizaram indícios de violência no quarto. Com base no conjunto de provas, o caso foi encerrado como acidente, sem elementos que indiquem crime ou qualquer outra hipótese analisada pela corte.

Quem era o integrante da monarquia saudita

Abdullah bin Fahad pertencia à Casa de Saud, dinastia que governa a Arábia Saudita. De perfil discreto se comparado aos nomes de maior projeção da monarquia, ele dividia a rotina entre o país de origem e o Reino Unido, onde mantinha vínculos sociais e de negócios, segundo relatos da imprensa internacional.

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