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Homem com deficiência visual e cão-guia são atropelados por motorista que fugiu em Águas Claras

Vitor Uchoa já havia atravessado com o labrador Lord quando o veículo subiu na calçada; o cão escapou ileso e o caso é investigado

por Deise
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Um homem com deficiência visual e seu cão-guia foram atropelados por um motorista que fugiu sem prestar socorro em Águas Claras, no Distrito Federal (DF), na noite de domingo (12). Vitor Uchoa, de 44 anos, teve uma lesão no braço e fraturou o tornozelo, enquanto o cão escapou ileso.

O que mostram as câmeras

As imagens de segurança de um prédio residencial na Rua das Paineiras registraram toda a sequência. Vitor sai do edifício onde mora e caminha com cautela até a via, acompanhado do labrador chamado Lord.

Ele aguarda os veículos passarem e atravessa com o auxílio do animal. Quando a dupla já não estava mais na pista, um carro branco faz a curva, sobe com o pneu na calçada e atinge os dois. O veículo deixa o local em seguida, sem que o condutor pare para socorrer as vítimas.

O socorro veio de quem passava

Minutos depois, pessoas que passavam pelo local chegaram para ajudar. A síndica do residencial contou ao portal Metrópoles que foi acionada pelo porteiro e correu para ver o que havia acontecido, classificando a fuga como irresponsabilidade.

Segundo a responsável pelo condomínio, que preferiu não se identificar, Vitor estava confuso e com dores durante o atendimento, tentando entender o que tinha ocorrido.

Uma vida interrompida pela metade

A esposa de Vitor, Kelly Uchoa, de 40 anos, definiu o episódio como uma inconsequência que mudou a vida do casal. Ela mora em São Paulo e está distante do marido, que se mudou para Brasília depois de passar em um concurso público.

Vitor está em fase probatória, período inicial em que o servidor recém-aprovado ainda é avaliado no cargo, e aguardava a transferência para a capital paulista para ficar perto da família.

O agravante da fuga

Deixar de prestar socorro após um atropelamento é conduta prevista no Código de Trânsito Brasileiro e pesa na responsabilização do condutor. Quando a vítima é uma pessoa com deficiência, o descaso ganha um contorno ainda mais grave aos olhos de quem acompanha o caso.

Até que a investigação identifique e ouça o motorista, ele responde na condição de suspeito, com presunção de inocência assegurada. As imagens devem ser peça central da apuração.

Investigação em andamento

As autoridades trabalham para localizar o responsável pelo veículo. Acompanhe o Jornal Mix para saber os próximos passos da investigação e a evolução do estado de saúde de Vitor.

 

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