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Câmara aprova venda de spray de pimenta para autodefesa das mulheres

Novas regras preveem capacitação obrigatória, registro de uso e limites técnicos para comercialização em 2026

por Luanna Silva
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Mulher votando em plenário, segurando controle eletrônico

A recente decisão da Câmara, que autoriza mudanças nas normas de segurança pessoal e autodefesa feminina, trouxe um novo fôlego às discussões sobre proteção individual. Com regras rigorosas e a implementação de um programa nacional de capacitação, essa medida promete fortalecer a autonomia e a segurança das mulheres. Quer entender como essa mudança impacta diretamente a vida feminina e o que o programa oferece? Continue lendo para descobrir todos os detalhes. Vale lembrar que o projeto ainda precisa passar pelo Senado antes de ser totalmente aprovado.

O que muda com a aprovação do spray de pimenta?

A Câmara dos Deputados autorizou a venda de spray de pimenta para mulheres maiores de 18 anos, além de adolescentes de 16 a 18 anos com consentimento legal. O objetivo é inibir agressões físicas e sexuais, dando às mulheres um novo recurso legal de proteção pessoal em 2026. Produtos deverão ser aprovados pela Anvisa e terão uso individual e intransferível, sem substâncias de efeito letal ou tóxico permanente.

Segundo o texto aprovado, o uso do spray só será considerado regular em situações de legítima defesa, com emprego proporcional e moderado, até a ameaça ser neutralizada. Estados como Rio de Janeiro e Rondônia já permitem acesso ao produto, normalmente restrito a forças de segurança.

Regras para compra e uso do spray de pimenta

Para adquirir o dispositivo, será necessário apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência fixa, autodeclaração de não possuir condenação criminal violenta, e a Certidão de Antecedentes Criminais. Vendedores devem manter registros por cinco anos, conforme as normas da Lei Geral de Proteção de Dados, emitir nota fiscal e fornecer orientações de uso seguro. A fabricação com oleoresina de capsicum (OC), princípio ativo comum, seguirá a regulamentação do Comando do Exército. Para comprar o spray, é obrigatório comprovar residência fixa e inexistência de condenação criminal por crime doloso cometido com violência ou grave ameaça.

Penalidades e fiscalização

  • Advertência formal no uso indevido, sem lesão ou risco concreto.
  • Multa de 1 a 10 salários mínimos (R$1.621 a R$16.210 em 2026), dobrada em caso de reincidência.
  • Apreensão do spray e proibição de compra por até cinco anos em situações graves.
  • Infração penal, caso o uso configure crime ou contravenção.

O acompanhamento e fiscalização do comércio ficarão sob responsabilidade do Poder Executivo federal.

Especificações técnicas e limites do spray de pimenta

Só poderão circular recipientes de até 50 ml entre as mulheres; volumes maiores continuarão restritos a órgãos de segurança e Forças Armadas. A intensidade e os padrões de segurança serão definidos em regulamentação posterior, sempre sob as diretrizes da Anvisa e Exército. O spray de O. C. causa efeitos temporários intensos, como lacrimejamento e ardor, permitindo à vítima fugir e buscar ajuda.

Mulher de terno cinza claro sentada à mesa, fala ao microfone com expressão séria

Gisela Simona conduz debate que incentiva medidas de autodefesa para mulheres com aprovação do spray de pimenta em 2026. Imagem: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados.

Programa de capacitação em autodefesa feminina

O projeto prevê a criação de um programa nacional de capacitação para mulheres, com oficinas de defesa pessoal, orientação legal e campanhas sobre uso consciente e limites legais do spray. A iniciativa depende de convênios, orçamento próprio e regulamentação específica antes de ser implementada em todo o país.

  • Oficinas de defesa pessoal e técnicas de manuseio seguro
  • Conteúdo sobre violência doméstica e canais de denúncia
  • Educação sobre legítima defesa e riscos do uso exagerado

Venda de spray de pimenta para autodefesa feminina ganha respaldo jurídico, desde que acompanhada por capacitação e responsabilidade.

Alterações no Estatuto do Desarmamento e regras para furtos

A lei propõe a exclusão desses sprays dos controles mais severos sobre armas letais do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03) quando destinados à autodefesa das mulheres. Em caso de furto ou roubo do spray, a usuária terá até 72 horas para registrar ocorrência policial enquanto o produto estiver no prazo de validade, sob risco de multa.

Acompanhe a tramitação do PL 727/26 no site da Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Cadastre-se para receber notificações sobre a sanção da lei e saiba quando o spray de pimenta estará disponível para compra na sua cidade.

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