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Funcionária de creche investigada por agredir bebê de 6 meses é encontrada morta no interior de SP

Mulher de 51 anos era alvo de investigação após câmeras flagrarem a agressão; polícia apura se outras crianças também foram vítimas.

por Luanna Silva
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Uma funcionária de 51 anos de uma creche pública de Cerquilho, no interior de São Paulo, investigada por maus-tratos contra uma bebê de 6 meses, foi encontrada morta na madrugada desta quarta-feira (1º), em Cesário Lange, a cerca de 33 km da cidade. O caso foi registrado como suicídio.

 

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Investigação começou após imagens de câmeras

A mulher era servidora da Escola Municipal de Educação Infantil Professora Vicentina Salvador Reginato e passou a ser investigada pela Polícia Civil por suspeita de agredir uma criança de colo. As imagens, gravadas em 23 de junho pelas câmeras de segurança da unidade, vieram a público apenas na terça-feira (30).

Nas cenas, a bebê aparece brincando quando, sem motivo aparente, é atingida no rosto pela funcionária. Diante da gravidade do conteúdo, o registro foi tratado como material sensível pelos veículos que noticiaram o caso.

Pedido de prisão aguardava decisão da Justiça

Segundo a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Educação encaminhou um relatório sobre a conduta da servidora, acionou o Conselho Tutelar e registrou boletim de ocorrência. A funcionária foi afastada das atividades com as crianças e respondia a um procedimento administrativo.

A partir das imagens, a Delegacia de Polícia solicitou a prisão preventiva da investigada, medida que ainda aguardava análise judicial quando ela foi encontrada sem vida. O delegado responsável, Emerson Jesus Martins, afirmou que a apuração teve início assim que a corporação teve acesso ao conteúdo.

Corpo foi encontrado pela família

De acordo com o boletim de ocorrência, o marido deu falta da mulher durante a madrugada e a encontrou já sem vida na residência onde a família morava, na zona rural. Em depoimento, um parente relatou que ela enfrentava problemas psicológicos. A identidade da suspeita foi preservada.

Apuração segue em andamento

Mesmo com a morte da investigada, o inquérito sobre os supostos maus-tratos continua. A Polícia Civil busca identificar se outras crianças atendidas pela unidade também foram vítimas e pediu que famílias com suspeitas procurem a delegacia da cidade para registrar ocorrência.

Se você ou alguém que conhece enfrenta sofrimento emocional, procure ajuda. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia, além de chat e e-mail no site cvv.org.br.

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