Um ataque maciço da Rússia contra a Ucrânia na madrugada desta segunda-feira, 15 de junho de 2026, matou pelo menos nove pessoas e deixou em chamas a Catedral da Dormição, em Kiev, um dos templos cristãos mais antigos e importantes do país.
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Centenas de drones e dezenas de mísseis em uma só noite
Segundo as Forças Armadas ucranianas, a ofensiva combinou 70 mísseis e 611 drones disparados ao longo da noite contra diferentes regiões. Os sistemas de defesa aérea afirmaram ter derrubado 50 mísseis e 582 drones de vários tipos antes que atingissem seus alvos.
Mesmo com as interceptações, parte dos projéteis chegou ao solo e provocou incêndios em prédios residenciais, veículos e pontos do patrimônio cultural da capital. Moradores buscaram refúgio em estações subterrâneas enquanto explosões ecoavam por vários bairros.
Catedral Patrimônio Mundial tomada pelo fogo
O alvo de maior repercussão foi a Catedral da Dormição, que integra o complexo monástico de Pechersk Lavra, fundado em 1051 e reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. As chamas tomaram o telhado do templo, e os bombeiros trabalharam para conter o avanço do fogo junto às torres e cúpulas.
O estúdio nacional de cinema Oleksandr Dovzhenko, que guarda a maior e mais antiga coleção de figurinos do país, também foi danificado. Outros espaços culturais em cidades como Kharkiv e Dnipro entraram na lista de locais afetados pela ofensiva.
Zelensky cobra reação e Rússia nega autoria
O presidente Volodymyr Zelensky visitou o local e classificou o episódio como um dos crimes mais graves contra a cultura cristã já registrados. Ele pediu aos líderes do G7, grupo das sete maiores economias avançadas do mundo reunidas em cúpula na França, mais pressão política e econômica sobre Moscou e o reforço urgente da defesa antiaérea ucraniana.
O governo russo negou ter mirado o templo. Em sua versão, a catedral teria sido atingida por um míssil de defesa aérea de fabricação americana que teria desviado de rota. As autoridades ucranianas rejeitam a explicação e responsabilizam diretamente as forças de Moscou.
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