Home PolicialOruam, filho de Marcinho VP, é alvo de pedido de prisão preventiva em SP: rapper está foragido e responde por 4 crimes

Oruam, filho de Marcinho VP, é alvo de pedido de prisão preventiva em SP: rapper está foragido e responde por 4 crimes

Pedido de prisão de Oruam destaca disparo de espingarda em festa e suposta ligação com esquema de lavagem de dinheiro.

por Leandro Macedo
A+A-
Reiniciar
Preso algemado com camiseta azul "Interno 31" conduzido por agente do DEPEN fardado de preto em ambiente prisional

O Ministério Público de São Paulo pediu, em cinco de maio de 2026, a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, investigado por quatro crimes e atualmente foragido da Justiça. O pedido foi assinado pelo promotor Alan Carlos Reis Silva e divulgado no dia vinte de maio. Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), o objetivo é garantir a efetividade da jurisdição penal e a possibilidade de um eventual cumprimento de pena, diante da ausência do acusado.

De acordo com o MPSP, Oruam responde à ação penal por disparo de arma de fogo em via pública, investigado por tentativa de homicídio contra policiais civis do Rio de Janeiro, lavagem de dinheiro e associação criminosa ligada ao Comando Vermelho. O documento destaca que o rapper teria disparado uma espingarda em uma festa pública em Igaratá, interior paulista, no dia dezesseis de dezembro de dois mil e vinte e quatro. A conduta foi filmada e o registro circulou nas redes sociais, tornando-se prova no processo.

Oruam já havia sido denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por crimes de organização criminosa (art. 288 do Código Penal, associação de três ou mais pessoas para fins ilícitos) e lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei 9.613/1998, ocultação e dissimulação de recursos de origem criminosa). Segundo as investigações, o artista utilizava parte dos recursos ilícitos da organização criminosa para financiar a carreira musical e movimentar valores de origem ilegal.

O Ministério Público justifica a prisão preventiva por considerar o investigado foragido, dificultando o andamento regular do processo. A medida visa preservar a ordem pública e garantir o eventual cumprimento de sentença, caso confirmada a culpa após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso.

Contexto das investigações

As investigações envolvendo Oruam abrangem diferentes estados e instâncias do Ministério Público. Em São Paulo, o processo penal teve início após o episódio do disparo de arma de fogo em dezembro de dois mil e vinte e quatro. Já no Rio de Janeiro, o Ministério Público move procedimentos por lavagem de dinheiro e envolvimento em organização criminosa, alegando participação em esquema correlacionado ao Comando Vermelho, identificado como grupo criminoso de atuação nacional.

Montagem com Oruam usando camisa do Flamengo com tranças e cordões, ao lado de foto de Marcinho VP com uniforme de presidiário

O rapper Oruam, filho de Marcinho VP, está com um pedido de prisão preventiva em São Paulo e encontra-se foragido da Justiça. Imagem: Pexels

Detalhes do pedido de prisão preventiva

O pedido de prisão preventiva, de acordo com o MPSP, baseia-se no fato de Oruam estar ausente das audiências e diligências, caracterizando condição de foragido. Para o promotor responsável, a ausência do acusado compromete o cumprimento de eventual sentença condenatória e pode favorecer a repetição da conduta criminosa.

Além dos fatos ocorridos em Igaratá, o Ministério Público aponta que o artista já figura como réu por disparos ilegais em área urbana e por ações de natureza grave, como tentativa de homicídio e crimes de lavagem de dinheiro, elevando o risco à ordem pública e à instrução processual.

Repercussão e defesa

Até o momento, a defesa de Oruam não se manifestou oficialmente sobre o pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público de São Paulo. A reportagem tentou contato com os representantes legais do investigado, que não responderam até o fechamento desta edição.

O Ministério Público de São Paulo reforça que a prisão é uma medida cautelar e temporária, válida até decisão definitiva do Judiciário. Ressalta ainda que o investigado goza do direito de presunção de inocência, sendo considerado culpado apenas após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso nas instâncias judiciais.

Próximos passos no processo judicial

Com o pedido de prisão encaminhado pela promotoria, caberá ao Juízo competente de São Paulo analisar a necessidade da medida cautelar, podendo determinar a expedição de mandado de prisão preventiva nos próximos dias. Caso a cautelar seja deferida, órgãos de segurança pública estadual e federal serão mobilizados para localizar o investigado.

No âmbito do processo penal, o réu poderá apresentar defesa técnica, solicitar habeas corpus, medida judicial de liberdade provisória, ou outros recursos legais previstos em lei. O processo seguirá para instrução e julgamento assim que o investigado for localizado ou apresentar-se à justiça.

Acesse agora o portal Jornal Mix e fique por dentro das últimas novidades! Descubra em primeira mão as principais prisões, acompanhe as ações da Polícia e não perca as fofocas dos famosos que estão dando o que falar.


Deixe sua Avaliação!

Compartilhe sua reação

Você também pode gostar

Deixe um comentário