O Brasil vai ganhar a maior roda-gigante da América Latina, com 120 metros de altura. A escolha do local levou em conta o potencial turístico do município. A área já recebe milhares de visitantes por temporada e ganhará agora infraestrutura permanente para diversificar a oferta de atividades além da praia tradicional.
Confira a seguir o que se sabe sobre o projeto, os números da nova atração, a cidade escolhida para receber o complexo, o cronograma das obras e os impactos esperados para o turismo regional nos próximos anos.
O que se sabe sobre o projeto turístico
O empreendimento foi anunciado pela prefeitura responsável durante evento voltado ao empreendedorismo. A apresentação aconteceu por meio de vídeo institucional que mostrou os principais detalhes da nova atração, com aplausos do público presente.
Os pontos centrais do projeto são:
- Modelo de viabilização: Parceria Público-Privada, conhecida como PPP
- Investimento previsto: superior a R$ 150 milhões na construção total
- Origem dos recursos: integralmente da iniciativa privada, sem dinheiro público
- Tempo de concessão à empresa vencedora: 30 anos de exploração comercial
O complexo terá outras atrações além da roda-gigante. O projeto inclui a construção de um teleférico que vai ligar dois morros principais da cidade, com pontos de gastronomia, áreas de convivência, restaurantes e serviços voltados ao lazer.
Os números detalhados da nova atração
As dimensões anunciadas pelo projeto colocam a estrutura em outro patamar no continente. A altura supera com folga as atuais líderes do ranking sul-americano e deve tornar o equipamento referência em comparação com atrações similares no mundo.
Os principais números do projeto são:
- Altura da roda-gigante: cerca de 120 metros
- Comparação: superior aos 91 metros da Roda Rico no Parque Villa-Lobos
- Extensão do teleférico complementar: 2,7 quilômetros entre dois morros
- Área disponível no platô principal: cerca de 70 mil metros quadrados
O equipamento atual com o título de maior da América Latina fica em São Paulo. A Roda Rico, no Parque Villa-Lobos, tem 91 metros, recebe entre 600 mil e 1 milhão de visitantes por ano e funciona com 42 cabines climatizadas que comportam até oito pessoas.

Veja a área no litoral paulista escolhida para abrigar o complexo turístico com a maior roda-gigante da América Latina. Imagem:
A cidade escolhida para receber o complexo
O município anunciado é Caraguatatuba, no Litoral Norte do estado de São Paulo. A cidade é conhecida pelas praias de mar calmo, paisagens cercadas pela Mata Atlântica e pela proximidade com a capital paulista, com fluxo intenso de visitantes no verão.
Os pontos escolhidos para o complexo são:
- Morro do Camaroeiro: base principal com a roda-gigante e estrutura administrativa
- Morro de Santo Antônio: ponto de chegada do teleférico com 325 metros de altura
- Praias: 17 distribuídas em 40 quilômetros de orla cercados pela Mata Atlântica
- Atrações atuais: estátua do padroeiro, áreas de caminhada e plataforma de voo livre
A cidade fica a cerca de 180 quilômetros da capital paulista pela Rodovia dos Tamoios. A localização estratégica facilita a chegada de turistas vindos de São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais do Sudeste, com aeroporto próprio e hotelaria em expansão.
O prefeito do município destacou a área disponível para o investimento privado. O platô do Morro do Camaroeiro foi escolhido como base administrativa do empreendimento por contar com espaço amplo para implantação das estruturas e dos principais atrativos.
O cronograma das obras e da inauguração
O calendário oficial do empreendimento foi divulgado pela prefeitura durante a apresentação do projeto. O cumprimento dos prazos depende de etapas legais e ambientais ainda em curso, com participação da iniciativa privada no processo de concessão da PPP.
As principais datas do cronograma são:
- Início das obras: segundo semestre de 2026, após etapas legais e ambientais
- Prazo total de execução: até 30 meses de construção e montagem completa
- Inauguração estimada: entre o final de 2028 e o início de 2029
- Duração total da concessão privada: 30 anos a partir da entrega do complexo
O projeto ainda passará por etapas obrigatórias antes do início efetivo das obras. Licenças ambientais, audiências públicas e o processo de seleção da empresa responsável fazem parte das próximas fases conduzidas pela administração municipal.
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