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Explosão em São Paulo: veja o que se sabe até o momento

Defesa Civil descarta novos riscos de vazamento, mas alerta para possíveis desabamentos em imóveis interditados

por Aialla Andrade
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Vista aérea de casas destruídas com fogo ativo e fumaça após explosão de gás no bairro Jaguaré, zona oeste de São Paulo

Uma explosão atingiu 46 casas no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, pouco depois das 16h de ontem, segunda-feira (11). O incidente destruiu totalmente parte das residências, deixou um morto e três feridos.

O acidente ocorreu durante uma obra de remanejamento de tubulação de água, quando houve o atingimento de uma rede de gás. A Sabesp anunciou nesta terça-feira, 12, o aumento do valor emergencial pago aos moradores, que subiu de R$ 2 mil para R$ 5 mil, segundo a vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da empresa, Samanta Souza.

Até o momento, 194 famílias afetadas foram cadastradas para receber o valor emergencial. A Defesa Civil de São Paulo descartou o risco de novas explosões, mas alertou para a possibilidade de desabamentos de estruturas em imóveis comprometidos.

Como ocorreu o acidente no Jaguaré

A Sabesp assumiu que equipes da companhia atingiram a tubulação de gás encanado durante a execução de uma obra de remanejamento da rede de água por volta das 15h15. A Comgás informou que recebeu um chamado sobre o vazamento de gás momentos antes da explosão e afirmou que eliminou o vazamento às 15h37.

No entanto, durante a mobilização da equipe técnica para realização do reparo, a explosão aconteceu. O incidente ocorreu às 16h05, quando pedestres conversavam na via e foram atingidos por escombros e arremessados pelo impacto.

Escombros de casas em chamas no bairro do Jaguaré, São Paulo, após explosão de tubulação de gás em maio de 2026

A Sabesp vai aumentar para R$ 5 mil o valor emergencial destinado às famílias vítimas da explosão de gás no Jaguaré. O incidente destruiu totalmente parte das residências, deixou um morto e três feridos. Imagem: Reprodução/ Redes Sociais

Moradores relatam avisos ignorados

Moradores relataram que avisaram aos profissionais da Sabesp sobre a presença de uma tubulação de gás na área de obra antes do vazamento. Segundo eles, uma vizinha alertou que havia risco de explosão, mas não levaram a sério o aviso.

Um morador, que teve a casa destruída, relatou que, por volta das 12h, sentiu um cheiro forte de gás e, de repente, ouviu a explosão e a casa caindo sobre ele. Ficou preso nos escombros por cerca de 40 minutos.

Vítimas da explosão em São Paulo

A vítima fatal foi identificada como Alex Sandro Fernandes Nunes, de 45 anos, morador da casa dos fundos de uma das residências atingidas. Ele estava dormindo no momento da explosão.

Uma das três pessoas feridas está intubada em estado grave no Hospital de Osasco, na região metropolitana. Segundo os bombeiros, os feridos são: um funcionário da Sabesp, socorrido por pessoas que estavam na região, e dois moradores, atendidos pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros.

Auxílio às famílias afetadas pela explosão

A Sabesp anunciou que vai aumentar de R$ 2 mil para R$ 5 mil o valor do auxílio emergencial às famílias atingidas. Há 194 famílias cadastradas para receber a ajuda financeira, e algumas delas já tiveram depósitos dos R$ 2 mil iniciais, devendo receber o acréscimo de R$ 3 mil restantes.

Os cidadãos impactados estão recebendo assistência médica e psicológica e sendo levados para hotéis, segundo nota conjunta divulgada pela Sabesp e Comgás. Equipes de médicos veterinários também atuaram no local em apoio aos animais de estimação afetados.

Situação dos imóveis após o desabamento na Zona Oeste

As 46 residências interditadas passarão por vistoria técnica e os moradores poderão retornar somente após a finalização. Segundo o tenente Maxwell Souza, da Defesa Civil, algumas casas terão que ser demolidas.

As residências serão classificadas por cores: nas verdes, os moradores poderão retornar; nas amarelas, só poderão entrar para retirar pertences; e nas vermelhas, o acesso não será permitido. Cerca de 160 pessoas foram afetadas, sendo que 61 estão desabrigadas e passaram a noite em hotel custeado pelas empresas envolvidas.

Condomínio vizinho liberado

Os moradores de um condomínio com 320 apartamentos também precisaram deixar o prédio temporariamente, mas foram posteriormente autorizados pela Defesa Civil a retornar às unidades.

Investigações e próximos passos

As causas da explosão serão investigadas pela Polícia Civil, pelo Instituto de Criminalística e pela Arsesp, Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo. A Arsesp afirmou que vai solicitar às concessionárias todos os documentos e registros operacionais relacionados à obra realizada no local.

O governador Tarcísio de Freitas fez publicação nas redes sociais prestando solidariedade às vítimas e afirmou que “todos terão seus prejuízos ressarcidos e suas residências devidamente recuperadas”. Representantes das companhias afirmaram estar aguardando a conclusão da perícia para entender de fato o que aconteceu. Para mais informações e notícias, acesse Jornal Mix.

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