Policiais penais encontraram duas antenas Starlink desmontadas e escondidas na parede de uma cela, no Rio de Janeiro. O equipamento estava na Penitenciária Gabriel Ferreira Castilho, no Complexo de Gericinó. A descoberta aconteceu na terça-feira (27), durante a Operação Illicitus.
A ação foi feita pela Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen). A Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário apoiou o trabalho, segundo a coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.
Assista ao vídeo com as imagens da descoberta feita pelos policiais penais.
O que mais foi apreendido na operação
Na mesma unidade, os agentes recolheram 15 celulares e drogas. Somando as outras frentes da operação, foram 40 aparelhos e cerca de dois quilos de drogas apreendidos.
Duas visitantes foram presas durante as revistas nas penitenciárias Pedrolino Werling de Oliveira, também em Gericinó, e Evaristo de Moraes, em São Cristóvão. Segundo a Seppen, as duas foram autuadas em flagrante por tráfico de drogas.
A Illicitus não é uma ação isolada. Desde agosto, a operação já retirou mais de 1.600 celulares e mais de 36 quilos de drogas das unidades do estado. No período, 23 visitantes foram presos ao tentar entrar com material proibido.
Por que a comunicação dentro dos presídios preocupa
A antena da Starlink oferece internet via satélite, sem depender das redes de telefonia celular. Por isso, a presença do equipamento numa cela chama a atenção das autoridades.
O tema ganhou um novo capítulo neste mês. Um decreto publicado em 13 de outubro criou o Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas em Estabelecimentos Penais, segundo o Teletime.
O programa prevê o bloqueio individual de celulares pelo IMEI e o uso de bloqueadores de radiocomunicação nas áreas dos presídios. O texto também abre caminho para que outros equipamentos e serviços de telecomunicações sejam bloqueados no futuro. A Anatel vai planejar e fiscalizar o uso desses bloqueadores.
Quem pode aderir ao bloqueio
Os estados e o Distrito Federal podem aderir ao novo programa federal. Para isso, devem informar as coordenadas dos perímetros de segurança de cada presídio a um cadastro nacional.
Veja outros casos de segurança pública na editoria de Polícia do Jornal Mix.
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