Investigadores cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do policial militar Carlos Luís Torres Correia nesta quarta-feira (14), durante uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ). Ele é investigado por suspeita de ligação com a estrutura de intimidação de uma milícia apontada como responsável por cobranças ilegais e ameaças a moradores de um condomínio em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Imagens obtidas com exclusividade pela coluna Mirelle Pinheiro mostram os agentes revistando cômodos e móveis da casa, incluindo um closet. A operação tem como alvo integrantes do grupo investigado por extorsão e controle irregular da administração de um complexo residencial.
Policial é investigado por suposta atuação em condomínio
De acordo com as apurações, Carlos Luís Torres Correia teria influência na administração do condomínio e manteria contato direto com integrantes do núcleo de comando da organização. A investigação também apura uma possível participação dele na estrutura usada para intimidar os moradores.
Segundo a Polícia Civil, a condição de agente público do policial e o temor que ele supostamente provocava seriam utilizados pelo grupo para pressionar os residentes a pagar cobranças ilegais. As suspeitas ainda são objeto de investigação.
Operação apura cobranças ilegais e ameaças
A investigação identificou nove pessoas apontadas como integrantes da estrutura criminosa. A ação policial desta quarta-feira tem como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os alvos.
Conforme a PCERJ, as apurações indicam que o grupo ligado a Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como Juninho Varão, mantinha um sistema organizado de arrecadação ilegal. A estrutura teria divisão de tarefas, fiscalização dos pagamentos e prestação de contas à liderança da milícia.
Moradores seriam pressionados a pagar cobranças
Segundo os investigadores, os integrantes do grupo recorriam a ameaças de violência e de expulsão para obrigar moradores a pagar os valores exigidos. A organização também é suspeita de interferir diretamente na administração do condomínio.
Com essas práticas, o grupo teria mantido o controle sobre o complexo residencial e explorado economicamente os moradores. A investigação busca esclarecer a participação de cada suspeito no esquema e reunir elementos para responsabilizar os envolvidos.
Investigação segue em andamento
As diligências fazem parte de uma ação contra a estrutura apontada pela Polícia Civil como responsável pelas cobranças e intimidações. A realização de buscas e a condição de investigado não significam, por si só, condenação dos suspeitos.
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