Uma candidata à primeira habilitação relatou ter perdido duas grandes mechas de cabelo durante a coleta do exame toxicológico exigido para a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em um laboratório de análises clínicas de Sapé, na Zona da Mata da Paraíba. O caso ocorreu no sábado (11) e foi denunciado por ela nas redes sociais.
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Coleta teria sido refeita após envelope rasgado
Segundo o relato de Ana Karolina, o procedimento deveria ter sido feito uma única vez e com uma quantidade menor de fios. Ela afirma que a profissional responsável retirou material de duas áreas diferentes da cabeça, uma na região central e outra na lateral.
A repetição, de acordo com a candidata, foi justificada pela funcionária com a informação de que um dos envelopes usados para armazenar a amostra havia sido rasgado.
Candidata afirma que profissional tentou repetir o procedimento
No vídeo, ela conta que a situação não parou por aí. “Ela tirou meu cabelo duas vezes, onde era para ter tirado só uma, e em menor quantidade. Ainda queria retirar uma terceira mecha, alegando que não iria valer”, disse.
A jovem afirma que o procedimento causou dor e mexeu diretamente com sua autoestima, já que as falhas ficaram visíveis no couro cabeludo.
Exame toxicológico virou exigência para a primeira CNH
Desde maio deste ano, quem tira a habilitação pela primeira vez também precisa apresentar resultado negativo no exame toxicológico, conforme determinação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Antes, a exigência valia apenas para motoristas das categorias C, D e E.
O teste é feito a partir de amostras de queratina, normalmente fios de cabelo ou pelos do corpo, e busca identificar o uso de substâncias ilícitas em um período retroativo de meses. É justamente por isso que a coleta precisa de uma pequena mecha, retirada rente à raiz.
Laboratório ainda não se manifestou
Até o momento, o relato divulgado nas redes não traz posicionamento do laboratório sobre a denúncia, e as informações partem exclusivamente da versão apresentada pela candidata. Não há confirmação oficial de irregularidade no procedimento.
Caso reacende debate sobre a coleta
A publicação repercutiu entre internautas que também passaram pelo teste e voltou a levantar dúvidas sobre a quantidade de material que pode ser retirada, o preparo dos profissionais e o que fazer quando algo dá errado na coleta.
Em situações como essa, o caminho mais indicado é registrar imagens do que aconteceu, guardar o comprovante do exame e acionar os canais de reclamação da unidade, além dos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor).
Histórias que começam num vídeo de celular e terminam virando debate nacional aparecem primeiro por aqui. Continue navegando pelo Jornal Mix e fique por dentro de tudo o que o Brasil está comentando agora.
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