Um adolescente de 17 anos foi atingido por um disparo no ombro, efetuado por um policial militar à paisana, no bairro Pedro Gondim, em João Pessoa, capital da Paraíba, nesta segunda-feira (13). O jovem havia sido confundido com um criminoso momentos antes de ser alvejado, e o caso passou a ser apurado pela corporação.
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Saída pelo muro do cursinho chamou a atenção do agente
De acordo com testemunhas, o estudante e outros colegas decidiram deixar um cursinho preparatório antes do fim das aulas. Para isso, o grupo optou por pular o muro da unidade em vez de usar a saída principal.
A movimentação incomum despertou a suspeita do policial militar, que não estava fardado no momento. Segundo os relatos, o agente acreditou estar diante de uma ação criminosa em andamento e passou a perseguir os jovens pela rua.
Câmeras registraram o gesto de rendição
Imagens de circuito interno de segurança captaram parte da sequência. Nas gravações, é possível ver o adolescente correndo pela via, erguendo os braços em sinal de rendição e, na sequência, caindo no chão.
Instantes depois desse gesto, ele foi atingido no ombro. O registro se tornou o principal elemento a ser analisado na apuração, já que mostra a postura do jovem nos segundos que antecederam o tiro.
Estado de saúde é considerado estável
O estudante recebeu socorro e foi encaminhado ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, referência no atendimento a casos graves na capital paraibana. A unidade informou que ele passou por atendimento médico e que o quadro clínico é estável.
Polícia Militar abre procedimento para apurar a conduta
Em nota, a Polícia Militar da Paraíba (PMPB) informou que instaurou procedimento para esclarecer as circunstâncias da ocorrência. A apuração deve examinar a conduta do agente envolvido e se havia necessidade do uso da arma de fogo naquele contexto.
Até a conclusão do procedimento, nenhuma responsabilidade foi formalmente atribuída. O policial não foi indiciado, e a identidade do adolescente não foi divulgada, por se tratar de menor de idade.
O que a apuração ainda precisa responder
Entre os pontos em aberto estão a distância entre o agente e o grupo no momento em que a arma foi acionada, se houve advertência verbal antes do uso e se o militar chegou a se identificar durante a perseguição.
Episódios como esse costumam levantar debate sobre protocolos de abordagem e sobre o emprego da força por agentes fora do horário de serviço. A conclusão do procedimento deve indicar se as regras previstas foram seguidas.
Acompanhe o desdobramento no Jornal Mix
Novas informações sobre a apuração e sobre a recuperação do estudante serão publicadas assim que forem confirmadas. Salve jornalmix.com.br nos favoritos e volte sempre: aqui a notícia chega misturada, completa e sem enrolação.
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